Forno a Lenha – Planeamento, Dicas Técnicas, Inspiração e Agradecimento

Já estava prometido há bastante tempo e sabíamos que seria um dos elementos centrais do nosso projecto, mas ainda não tinha chegado a altura certa, nem tínhamos disponível a verba necessária à sua execução. Há quem venda a ideia nos cursos de Permacultura, em que tudo aparece feito como por magia e que nunca se gasta dinheiro. Para quem faz as coisas na prática, e gere um projecto, sabe que isto não passa de uma ilusão. Seja em tempo, em trabalho, em materiais, em alimentação, em energia ou em recursos humanos, há sempre um custo para tudo e sai quase sempre mais caro fazer, do que comprar feito. Mas é esse o objectivo também. Criar e desenvolver um conjunto de competências que permitam a nossa evolução como seres individuais e como parte de um colectivo! 😉

Este forno será executado juntamente com um telheiro que o irá proteger da chuva o que adiciona um custo suplementar à execução do mesmo. Durante o próximo mês vamos tentar planear tudo muito bem, seleccionar materiais, técnicas e designs, ao mesmo tempo que vamos gerindo os recursos disponíveis para podermos construír a nossa versão de forno em COB (Argila, Areia e Palha) dentro de um budget apertado.

Não podemos deixar de agradecer à nossa amiga Luísa o grande incentivo e o altruísta donativo inesperado, que fez ao projecto e que vai garantir sem dúvida que o mesmo vá para a frente ainda este ano se tudo correr como planeado! Obrigado amiga, estás também convidada a participar na execução prática do nosso “Forno da Luísa”, colocando mãos e pés na massa! 😉

Já construímos em 2011, um forno de raíz num PDC a que assistimos, mas desta vez pretendemos executar uma versão aperfeiçoada e melhorada. Para isso contamos com dicas brutais de uma das biblías de construção de fornos de terra, o mítico livro “Build Your Own Earth Oven de Kiko Denzer com Hannah Field!

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Aqui ficam alguma imagens de inspiração que estamos a recolher:

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Nostalgia – Restauro de um ícone dos anos 80!

Foi aqui que tudo começou! Para quem foi criança nos anos 80, é difícil não ter sido apanhado na loucura dos videojogos e dos primeiros computadores acessíveis ao público em geral! Foram momentos que só quem os viveu, sabe dar valor. Faço parte de uma geração que cresceu com a evolução da tecnologia e muitas das minhas competências, como a criatividade, a organização, a sensibilidade estética pela imagem estática ou pela imagem em movimento, noção espacial, animação, e muitas mais, desenvolveram-se bastante, devido ao que esta máquina e as consecutivas evoluções e modelos de outras companhias trouxeram, fazendo-nos sonhar com um futuro digital que na altura nem conseguiamos conceber. Passados 26 anos de ter colocado o meu velhinho ZX Spectrum 48k, numa caixa e num armário e ter passado à próxima fase evolutiva com o meu primeiro Commodore Amiga, decidi restaurá-lo e trazê-lo de novo à vida em 2016.

Aqui ficam algumas imagens de quando o abri para limpar:

e algumas do depois, já com uma membrana de teclado nova e todo limpo:

Evolução do Espaço – Árvores, Arbustos, Aromáticas/Medicinais e Atractoras de Insectos

Já não vai ser este ano que vamos conseguir iniciar a nossa horta como deve de ser. No entanto continuamos a produzir algumas coisas mais simples para o nosso consumo, bem como, continuamos a introduzir arbustos, árvores, aromáticas/medicinais  e plantas atractoras de insectos benéficos. Esta semana ofereceram-nos uma bananeira para adicionarmos ao círculo, mas precisamos de mais! A nossa sobrevivente adaptou-se muito bem e neste momento está enorme!  A Pêra Melão está em flor e nós desejosos de conseguir provar o fruto. Na entrada do círculo de bananeiras e devido às descargas de água da cozinha os tomateiros continuam a crescer e aparecem tomates novos em poucos dias devido à quantidade de flores que vão sendo polinizadas. Esperamos conseguir colher alguns bem madurinhos em breve! As Oliveiras cresceram significativamente nos últimos dois meses e uma delas já tem azeitonas! 😉

Os compostores continuam em funcionamento e com bom aspecto. Tudo o resto está a crescer e nós a tentar encaixar nos restantes três meses que faltam até ao final do ano, todos os projectos que ainda queremos realizar até lá! 😉

Pelas Montanhas do Centro de Portugal

Chegada ao fim a nossa visita a todos os projectos dos quais falámos durante esta semana, esperamos que todos se tenham sentido bem representados nas descrições que fizémos e que apreciem a amostra de produtos que levámos para cada um de vós! Esperamos ver-vos em breve, na próxima vez no nosso espaço! 😉 Durante a nossa estadia, restaram-nos ainda alguns momentos de descontração em família e vimos desta forma partilhar convosco algumas imagens que recolhemos! 😉 Até já amigos! 😉

 

Pelas montanhas do centro de Portugal – parte 4 – Projecto Vida em Transição

Já no fim da semana, extendemos a nossa estadia para conhecermos pessoalmente os nossos amigos, Teresa e o Ricardo do projecto “Vida em Transição“. Este é mais um dos casais que nos segue atentamente e que nós seguimos de volta. O projecto deles apoia-se numa interacção com pessoas / comunidade, no sentido de trabalhar a desconstrução de vários paradigmas e ajudar no processo de transição e descoberta de uma consciência universal que nos desafia a sermos melhores, mais completos e em sintonia com o mundo natural. Como parte do processo, a meditação é uma componente essencial ao desenvolvimento da sua actividade.

Página de Facebook: https://www.facebook.com/vidaemtransicao

O Ricardo e a Teresa, decidiram mudar de vida há uns anos e ao mesmo tempo que desenvolvem o seu projecto de transformação interior, aplicam no terreno, conceitos de permacultura e manejo correcto do mesmo, com vista à obtenção a longo prazo de um espaço equilibrado e que respeite o mundo natural. Desenvolvem um processo continuo de reconversão da sua quintinha, partilhando-a com voluntários e residentes a médio/longo prazo. Recebem famílias e casais que têm a oportunidade de desenvolver actividades práticas de vida em comunidade, fazendo a meditação e o trabalho no terreno, parte do processo de construção/desconstrução individual e colectiva.

Neste momento são uma família de quatro elementos, mas apenas tivemos a oportunidade de conhecer três, no dia em que lá estivemos. A visita foi rápida, mas mesmo assim deu para perceber o amor que estão a colocar no seu espaço, a sua preocupação com o outro e o espírito prático que utilizam na sua forma de lidar com os desafios. Fazemos votos para que continuem o bom trabalho e fica prometida uma visita ao nosso espaço assim que vierem até ao Oeste.

P.S. – Ah.. e o Shushi Vegetariano  e o Sumo de Uva estavam uma maravilha! Obrigado amigos, até já! 😉

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Manutenção dos Sistemas

A verdadeira resiliência em relação aos elementos dos nossos sistemas, vem das opções que se tomam inicialmente quanto à escolha dos materiais e pela facilidade de manutenção da nossa parte. Contamos apenas com as nossas competências no sentido de fazermos a manutenção dos nossos espaços sem recorrermos a serviços externos. Neste caso hoje desmontámos o sistema de fumos da nossa salamandra para ficar preparada para o inverno. Limparam-se as tubagens de inox e a fuligem do interior, aproveitando para substituir e renovar sistema extra de fixação ao poste de alinhamento do tubo. O último inverno teve bastante chuva e vento forte, o que destabilizou os referidos suportes de madeira. Estes também já contavam com mais de três anos de abuso, então chegou a altura de criar uns novos e fixá-los. A tubagem está de novo segura, fixa e limpa, pronta para o próximo inverno! 😉

 

Pelas montanhas do centro de Portugal – parte 3 – Quinta Pacha Linda

Já perto do final da nossa passagem pela Serra do Açor, tivemos a oportunidade de visitar e almoçar com a nossa amiga Samantha, que é seguidora e admiradora do nosso projecto.

A Samantha e o Miguel têm o projecto Quinta Pacha Linda, com os seus dois pequenotes, num local paradisíaco perto de Pardieiros, onde recuperaram uma pequena casa de xisto e têm um yurt para alugar! A sua quinta está inserida na mata da Margaraça e conta com uma fauna e flora únicas! 😉 Na sua propriedade passa um rio que temos de atravessar pela ponte da imagem em anexo, para chegarmos ao espaço habitacional. Nas paredes de xisto que delimitam o espaço por onde a água do rio flui, ainda se consegue observar a ruína de um antigo moinho sob majestosos castanheiros e carvalhos! Um pedaço de terreno único com um pequeno acesso ao rio convidativo a uma pequena caminhada pela água à descoberta de poças para ir a banhos. Para saberem mais sobre o seu espaço consultem a página:

https://www.facebook.com/quintapachalinda/

Espaço no AirBNB: https://www.airbnb.pt/rooms/13273414?guests=1&s=pGexA7as

Ficou também o convite para nos visitarem quando vierem até ao Oeste!  Até Já amigos! 😉

Pelas montanhas do centro de Portugal – parte 2 – Quinta do Vale

A meio da semana passada, tivemos a oportunidade de visitar, a nosso ver, um dos melhores projectos de regeneração que existem no nosso país.

Depois de alguns anos de nos seguirmos mutuamente via internet, chegou a altura de nos conhecermos pessoalmente e observarmos o paraíso que a nossa amiga Wendy Howard tem vindo a construir. Ela é uma inspiração e tem feito um trabalho excelente na Quinta do Vale e tal como nós, divulga o seu trabalho no blog Permaculturing in Portugal e na página de Facebook da Quinta do Vale. A Wendy tem vindo a transformar esta quinta abandonada ao longo dos últimos 7 anos e não dá para imaginar a quantidade de trabalho que está feito no espaço. Para isso, ela conta com a ajuda de voluntários e aos poucos vai criando também condições para os acolher da melhor forma.

Na visita que teve a amabilidade de nos fazer aos espaços e conceitos, mostrou-nos terraços cheios de vida com valas de inflitração, plantas bem adaptadas e em crescimento exponencial, bem como centenas de espécies plantadas em locais estratégicos segundo os princípios da permacultura, como parte dos sistemas regenerativos do solo.

A água é abundante e existe por todo o lado, em reservatórios, em cascatas, em lagos e também a alimentar a micro hidrica para geração eléctrica. Os edificíos de xisto têm vindo a ser reconstruídos utilizando técnicas de bio construção com pedra, madeira, argila, areia e cal, e tudo com bom gosto, bem… um sonho para quem ama a natureza! Tal como nós, optou por uma simplicidade voluntária e embora pudesse ocupar qualquer uma das casas da quinta, continua a viver no seu modesto yurt! Sentimo-nos previlegiados por nos termos cruzado com ela nesta vida e resta-nos apenas sonhar que um dia consigamos atingir um nível de desenvolvimento semelhante ao da Quinta do Vale.

A Wendy segue o nosso projecto, admira e apoia o nosso percurso, e também a nossa visão e a versatilidade de ocupação que fazemos no espaço, devido aos conceitos móveis que concebemos. Para nosso contentamento, decidiu investir em nós através do trabalho executado ontem pelo Génio da Maçã, ao recuperarmos o seu velhinho macbook pro de 17”, que em breve regressa às montanhas do centro de Portugal.

Ficou prometida visita ao nosso humilde espaço, assim que tiver disponibilidade para se deslocar até nós! Beijo Wendy, obrigado por tudo, Até Breve! 😉

Aqui fica o seu video de apresentação:

As fotografias da Quinta do Vale no Pinterest:

https://pt.pinterest.com/quintadovale/

 

Pelas montanhas do centro de Portugal – Parte 1 – Steffi / João Carvalho e Clare

O projecto permabio aproveitou para durante uns dias visitar projectos, rever pessoas especiais e fazer novos amigos. Depois de uma semana a conviver com outras realidades, confirmamos que estamos todos ligados e que também nós servimos de inspiração a todos aqueles que nos inspiram. Logo no primeiro dia, tivémos a oportunidade de visitar e conversar um pouco com a nossa amiga Steffi do projecto Artefacto onde na loja das aldeias do Xisto, comercializam Artesanato ‘arts and crafts’, produtos regionais e “as coisas boas da aldeia”. Aqui ficam as ligações:

https://www.facebook.com/artefactobenfeita/ – http://aldeiasdoxisto.pt/poi/831

Há dois anos, já tínhamos estado nesta área, mas na altura apenas tínhamos tido a oportunidade de visitar o nosso amigo João Carvalho para lhe podermos dar a conhecer a inspiração que há 8 anos atrás, tinha sido para mudarmos de vida, quando apareceu no documentário “Regresso ao Campo”. Agora, passados dois anos do primeiro contacto em pessoa, reencontrámo-nos no mesmo local na Benfeita, agora com o nosso projecto mais evoluído, num novo local e a três elementos, com a chegada da nossa filha Gaia! Foi muito bom o reencontro, partilhámos muitas ideias e projectos, ficando prometida uma visita ao nosso espaço em breve, para lhe mostrarmos o que fazemos e como podemos devolver a inspiração que foi para nós, agora através do interesse que manifestou pela nossa forma móvel de planear o espaço e os conceitos, algo bem diferente do que aplica no seu espaço e no espaço de amigos e vizinhos em Benfeita.

Já não estava disponível no youtube o documentário que ajudou a dar o meu clique pessoal, mas há muitos anos que o tenho gravado nos meus arquivos pessoais e acabei de o publicar no referido serviço, só para vós! 😉

 

 

 

 

Calor, Colheitas e Sofá Reciclado

Os últimos 4 dias não têm perdoado. É impossível fazer qualquer trabalho no exterior, pois o Sol queima a pele, o vento não corre e as moscas não largam… Só ao fim do dia é que conseguimos aproveitar para colher algumas coisas que já vamos tendo no nosso espaço ao mesmo tempo que regamos todas as plantas. Nestes dias recolhemos Physalis para consumo directo, Ameixas para fazer doce e desidratar e Beldroegas para fazer sopa. Os tomates espontâneos na fossa de bananeiras ainda estão a caminho, mas têm muito bom aspecto! O forno solar tem sido bastante utilizado para cozinhar os almoços, desidratar fruta colhida e fazer muffins de cacao!

Hoje bem cedo de manhã demos um salto rápido à praia e quando chegámos encontrámos um sofá velho mas muito interessante junto ao caixote do lixo. Aproveitei logo a deixa e trouxe-o para dentro. Limpei-o todo bem limpinho, arranquei o forro de tecido no fundo para conferir o estado das madeiras e as molas. Pareceu-me bem, mas existem marcas de escaravelho da madeira, algo que teremos de resolver assim que houver hipótese. Colocámo-lo no deck exterior com um tapete por baixo e voilá! 😉 Sofá a custo zero para o espaço exterior! 😉

Depois do almoço não se aquentava o calor. Foi só encher a dorna com água fresquinha do furo e toca de nos enfiarmos todos lá dentro! 😉 Ainda fomos a tempo de fazer uma transplantação de Physalis que foi plantado em local errado no workshop de Abril!