Espaço no Final de Janeiro

Continuamos a observar a actividade dos habitantes que partilham este espaço connosco, não interferindo nas suas actividades. A cada dia que passa vemos a nossas plantas mais fortes, mais bem adaptadas, mais resilientes e nós continuamos a providenciar as condições necessárias, para que aquilo que é superior a nós, continue a fazer a sua magia. Os dias de Sol chegaram e há que aproveitar! Estender na corda o que for necessário e deixar o Sol, a luz e o calor limpar e reenergizar os nossos conceitos. Ao mesmo tempo, estamos na rua a cuidar do espaço ao mesmo tempo que a vitamina D é sintetizada na nossa pele.

Penteado o Nosso Jardim

Os últimos dias têm estado bons para trabalhar na rua. Temos aproveitado ao máximo, para finalmente podarmos todas as árvores que necessitam de ar e luz, a chegar a todos os seus pontos. Neste processo não só ajudamos a árvore a livrar-se do que produziu a mais, como obtermos preciosos pedaços de lenha e ramos pequenos, para alimentar os nossos conceitos a biomassa. Em algumas, fomos mais radicais, noutras nem tanto. Vamos deixar que seja a mãe natureza a guiar o processo, contando com a nossa observação atenta ao longo deste ano.

Água da Chuva, Podas e Manutenção da Bailarina

A Dorna de recolha de água da chuva encheu por completo e já tratámos de redireccionar parte da água excedente para o sistema de reaproveitamento de águas cinza enquanto não temos montado um sistema mais complexo e maior para armazenar a água a longo prazo. Durante a manhã de hoje o Sol espreitou e nós tratámos de continuar com as podas de inverno que andavam a ser adiadas há algum tempo. Todas estas podas serão reduzidas a elementos mais curtos que serão armazenados e secados para serem utilizadas nos nossos sistemas de aquecimento a biomassa reduzindo desta forma a necessidade de inputs exteriores. Libertámos finalmente o nosso maior loureiro de todos os ramos ladrões e rebentos secundários, equilibrando o seu aspecto e futuro desenvolvimento. O sabugueiro está lindo e estamos desejosos de recolher parte das flores para fazermos o nosso xarope de sabugueiro. Quando a manutenções materiais, a nossa bailarina estava a criar alguma ferrugem exterior como é natural, por ser um conceito que trabalha com água, vapor de água, condensações, diferenças térmicas, etc…  Removemos o que foi possível e ao acendermos o conceito para o banho do dia, aproveitámos a temperatura elevada do corpo de ferro fundido e pincelámos toda a superfície com azeite, da mesmo forma que se faz a manutenção em utensílios de cozinha em ferro fundido. O calor ajuda a gordura a penetrar mais profundamente, protegendo o ferro do cepo da bailarina da oxidação! 😉

Ajudando amigos e trocando serviços!

Durante o dia de ontem, estivemos envolvidos na actualização do projecto de página web (imagem, correcção de cor, enquadramentos, logos e organização) relativo ao restauro de uma carrinha dos nossos amigos João e Karolien das Minicasas Portugal. Hoje, demos uma mãozinha essencial na instalação a 12v, de um outro conceito amovível que estão a fazer e que está a ficar uma maravilha. Sempre que possível, colaboramos e ajudamo-nos mutuamente, cada um na sua especialidade! Obrigado amigos, por continuarem a confiar no nosso trabalho! 😉

Para quem acredita em nós e pretende apoiar-nos, esta é uma das formas do o fazer, podem saber mais em: https://permabio.wordpress.com/apoios-support/

Um daqueles dias!

Hoje esteve um dia maravilhoso por aqui, parecia quase primavera. Com o céu descoberto iniciámos a manhã com uma caminhada num percurso aqui perto. De regresso tratámos do almoço e o resto da tarde foi passado em família, na rua a cuidar de algumas plantas da horta e outras que temos em vaso a caminho de serem plantadas na primavera. Os espinafres estão a dar de novo, os limões e as laranjas estão aí. As nêsperas já vêm a caminho e o sabugueiro está todo a rebentar e em flor. As figueiras e os loureiros mais pequenos já estão a dar sinal e o novo limoeiro já tem três mini limões!

Por fim distribuímos as misturas de água da chuva com a urina que recolhemos em plantas que têm maiores necessidades de nutrientes. É muito bom o que se sente quando somos completamente auto-suficientes na gestão dos nossos resíduos humanos. Compostamos toda a matéria sólida, que é mais tarde incorporada na produção de alimento. Diluímos em água da chuva e distribuímos os resíduos líquidos pelo terreno. Tudo isto sem causar qualquer dano, sem utilizar água potável no transporte das nossas necessidades e sem a ligação a uma fossa ou sistema de esgotos poluente. Aqui não há desperdício de recursos preciosos, tudo é aproveitado e ficam por cá, a auxiliar na regeneração e melhoria do espaço! 😉

A Transição 2017/2018

Nas últimas duas semanas aproveitámos para fazer uma pausa, o que não quer dizer que não tenhamos tido imenso trabalho para realizar. Com toda a chuva, vento e frio que aqui se tem sentido, todos os pequenos momentos em que o Sol espreita, é altura de ir para a rua fazer qualquer coisa. Gerir resíduos, tratar dos compostores, acender a bailarina para os banhos de água quente, fazer plantações, preparar alimentos, armazenar lenha ou observar o comportamento do espaço, para podermos ir intervindo na sua melhoria e manutenção. Sempre que há Sol e o vento acalma, aproveitamos também para sair um pouco de casa para fazermos umas caminhadas ou ir até um parque diferente do de cá de casa! 😉

Com todos estes dias de vento forte e frio, acompanhado de chuva e granizo, as nossas bananeiras foram mais uma vez massacradas. Vamos ver se alguma delas resiste a longo prazo, mas está difícil. Pela positiva toda as outras plantas e árvores têm-se mantido bem e já recolhemos novamente, 800l de água da chuva na nossa dorna. O espaço está verdinho, na horta alguns alimentos desenvolvem-se, os compostores estão em acção e os cogumelos decompositores frutificam e trituram a cobertura de solo mais profunda.

Quando não é possível trabalhar na rua, temos aproveitado também para trabalhar na organização, manutenção e backup das nossas máquinas e respectivos ficheiros ou para restaurar alguma máquina de amigos e apoiantes do projecto. Com os dias curtos e frios recolhemos cedo, acendemos a salamandra e preparamos alguns petiscos como pizzas ou sushi vegan! Bom ano para todos! 😉