“Lixos” de Jardim

Depois de dois finais de dia inspiradores junto ao mar, ao regressarmos a casa, deparamo-nos com um monte enorme de ramos e arbustos junto ao contentor do lixo. É incrível como em pleno séc. XXI, ainda existam mentes “brilhantes”, que colocam os “Lixos” de Jardim no caixote da rua ou junto a ele. É do mais idiota possível ter-se um jardim ou um quintal e depois de podar árvores, arbustos e cortar a relva, ter a fantástica ideia de ir deitar tudo “fora”. Desta forma não só retiram fertilidade ao seu solo, como criam um problema para “outro alguém” resolver. Outra idiotice para a qual não tenho tolerância são as queimadas. Estas ainda mais danosas para o solo e para o ar, além de que são potenciais causadoras de incêndios.

Resumindo, recolhemos logo na hora, o que alguém deitou fora de forma errada e transformámos um problema numa oportunidade. Hoje depois de tratarmos o espaço dos animais dedicámos o dia todo à trituração desses recursos gratuitos, distribuindo-os nos espaços menos férteis que temos. Já mais ao final do dia, podámos um dos nossos sabugueiros que estava bastante descontrolado e como “pessoas normais” que pensam, deixámos toda a matéria triturada ao redor da árvore, adicionando desta forma, água, nutrientes e protecção de solo, ao mesmo tempo que fizemos evoluir e acelerar numa hora, o que a natureza demoraria meses ou um par de anos a fazer. A nossa menina esteve envolvida em todo o processo, trazendo ramos para triturar e levando a estilha no seu carrinho de mão para fertilizar os canteiros ou como ela diz, dar papinha às plantas! Ehehe

Esta semana também já conseguimos ter totalmente plantados, com culturas de inverno, os três canteiros que preparámos anteriormente. Tudo está a evoluir gradualmente e temos de continuar com os trabalhos de preparação para o inverno.

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Novo Abrigo Móvel para o Espaço Infantil

Todos os nossos abrigos, são móveis e desmontáveis. Há algum tempo, iniciámos um projecto de abrigo móvel infantil, para o terceiro aniversário da nossa menina, mas tivemos de interromper a sua execução, devido a complicações de saúde familiar. Agora, três meses depois e já com a situação controlada, retomámos a sua execução e hoje de manhã, antes que chegasse o calor, montámos o nosso pequeno teepee de 2m de diâmetro. Este é um abrigo móvel, típico dos povos nativo-americanos e adequa-se perfeitamente aos espaços infantis, que estamos a integrar no projecto. A entrada conta com vista para a horta e para as galinhas.

Infelizmente não conseguimos encontrar esta espessura de madeira tosca, em paus com 2,5m de comprimento, ou seja, tivemos de nos contentar com 2,2m e embora tenha ficado com uma margem pequena no sistema de encaixe dos mesmos, parece que para o efeito, funciona.

Ainda faltam terminar pormenores de fixação e de tensão do tecido, mas está completamente utilizável. A nossa menina foi logo a correr lá para dentro com alguns brinquedos, almofada e livros! Sendo assim, parece que temos mais um conceito, bem sucedido! 😉

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Canteiros Outono/Inverno e Reparar, reparar, reparar!

Nos últimos tempos, temos trabalhado e brincado na rua, onde entre cuidar do espaço, fazer pinturas ou desenhos, preparámos novas mudas para introduzir nos canteiros alimentares de outono/inverno, que acabámos de fertilizar e cobrir. Fizemos também algumas transplantações de plantas para novos vasos com mais espaço e nutrientes, para introduzirmos no espaço, assim que regressarem as primeiras chuvas. Ao mesmo tempo, tive necessidade de pessoalmente, dedicar-me a alguns projectos pendentes, relacionados com o restauro e reparação de diferentes aparelhos que recolhemos, que nos foram oferecidos ou para os quais foram requisitados os nossos serviços de restauro. Acreditamos que mais importante que reciclar, é reparar e dar nova vida ao que está estragado ou degradado. A cultura do usa e deita fora, tem os dias contados há muito tempo!

Esta semana além do trabalho do “salvamento” do macbook da nossa amiga Wendy, continuamos a desmontar e a testar, baterias velhas de portáteis para o novo projecto de energia. Reparámos ainda um candeeiro que estava completamente inutilizado com os plásticos internos de apoio e fixação todos partidos, limpámos e restaurámos duas consolas de videojogos, uma fonte de alimentação com 26 anos e um carregador de portátil a 12v. Aos poucos, vamos adicionando novas skills e competências ao nosso cardápio, pois acreditamos que cada vez será mais importante reparar para continuar a utilizar. Esta visão e conceitos são transversais a todo o nosso projecto e totalmente de acordo com um estilo de vida ecológico, onde se valorizam os escassos recursos.

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Utopia vs Realidade

Por vezes, apanhamos com o “filme” de certas “cabecinhas pensadoras”, que acham piada ao que fazemos, mas meter a massa cinzenta a processar dá muita chatice e então para estes, tudo o que fazemos e defendemos, são utopias. Na realidade, limitamo-nos a viver de forma simples, utilizando o mais possível, aquele bocado de chicha que temos entre as orelhas. Somos especialistas a fechar ciclos e a jogar o jogo da vida, com as ferramentas que a natureza nos deu. O alimento que a terra deu, foi processado no nosso organismo, excretado pelo mesmo, e o resultado, devidamente compostado e transformado de novo em solo, que hoje fertiliza os nossos canteiros, preparando-os para a próxima época produtiva. Será que é assim tão utópico? 😉

Resumindo, o ciclo da alimentação fechou-se hoje aqui, de uma forma bastante simples, num processo que demora quase dois anos, Nesse processo temos pessoas felizes e verdadeiramente ecológicas, que não poluem água potável com descargas de sanitas. Temos pessoas divertidas, curiosas e participativas no processo de peneiragem e preparação dos próximos canteiros que nos darão mais e melhor comida. Há fertilizante natural biológico em abundância a ser aplicado na produção das próximas culturas, há passeios de carrinho de mão e aulas de biologia com mãos na massa. Por fim, há também muitas sementinhas de girassol para a nossa menina recolher, trabalhando várias competências assentes em prazer, curiosidade e utilidade prática.

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Aprende a Gerir a tua Própria M…

Um tema que parece tabu para muitos, para nós é perfeitamente normal, até porque mais do que nos alimentarmos maioritariamente de forma vegetariana ou vegan, mais do que recolhermos água da chuva ou mais do que produzirmos a maior parte da nossa necessidade energética, continuamos a afirmar que há muito para fazer quanto aos “outputs” humanos. Toda a gente hoje em dia é “ecológica”, todos fazem isto e aquilo, mas infelizmente quase todos utilizam uma sanita convencional onde descarregam em água potável, desperdiçando um número brutal de energia e recursos que seriam uma grande base de um sistema equilibrado e verdadeiramente ecológico.

Há soluções, mesmo para quem vive na cidade ou num apartamento, mas ninguém quer ter o trabalho de pensar nelas. No entanto são muitos os que partilham incessantemente nas redes sociais as campanhas de sensibilização de limpeza das praias e as campanhas de poupança de água, etc, etc…

Número 1 – foi excretado? ok, tem de ir parar ao solo e não despejado num meio aquático para ser transportado para outro lugar.

Número 2 – Cobrir sempre com matéria orgânica seca, rica em carbono (palha, aparas de madeira, serradura, etc…)

Número 3 – Pode ser regado para manter o nivel de humidade

Número 4 – Repetir até o compostor ou o espaço destinado estar cheio

Número 5 – Criar um novo espaço de compostagem e repetir os pontos 1 a 4 deixando o primeiro compostor ou espaço de compostagem repousar durante um ano e meio.

Número 6 – Passado um ano e meio, recolher um maravilhoso solo rico em nutrientes para alimentar vasos, covetes de germinação ou canteiros de hortas

P.S- Para quem vive em apartamento ou na cidade tem mais lógica colocar o conteúdo de uma sanita seca nos contentores de lixo orgânico do que despejá-lo em água potável. Pensem nisso!

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Colhendo Batata Doce, Tupinambo e Tomate

Aos poucos o solo vai maturando e suportando espécies mais exigentes ou mais complexas relativamente ao solo que aqui encontrámos há três anos. Este ano, colhemos as nossas primeiras batatas doces de um pequeno canteiro experimental, em que o solo não foi preparado ou remexido, não foi fertilizado e apenas foi utilizada uma técnica simples de cobertura com cartão e palha. Desta experiência em pequena escala ainda conseguimos colher quase 4kg de batata doce! 😉 Colhemos pela primeira vez tupinambo e os tomates tem sido aquela base constante, todos os dias, vários por dia de forma regular. Debaixo das folhas e plantas de batata doce, debaixo da camada de palha e da camada de cartão, encontrámos matéria orgânica decomposta recentemente e ainda encontrámos uma nova habitante que se refugiou neste ambiente húmido de um canteiro que está todo o dia exposto ao Sol. Esta é mais uma prova de que a cobertura de solo é muito importante tanto na regeneração do solo como na manutenção da actividade biológica do mesmo.

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Fabricando Cobertura de Solo

Durante as duas últimas semanas temos investido tempo na manutenção do espaço. Uma das prioridades é manter o solo coberto, seja para uma maior retenção de humidade e matéria orgânica ou para favorecer e suportar a actividade biológica do solo. Triturámos todos os ramos e podas que estavam em espera e um volume enorme de canas, transformando assim um problema numa oportunidade. Desta forma gradualmente teremos um solo mais rico, mais vivo e com uma maior capacidade de regeneração e produção. Esta estilha foi principalmente utilizada na cobertura de canteiros e ao redor de todas as árvores.

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