Nunca baixar os braços

Há uma semana fomos recebidos com um calor intenso o que nos obrigou a refugiar na sombra e a procurar a praia ao final do dia. Felizmente passou rápido e os dias de primavera regressaram para o nosso bem e para o bem das nossas plantinhas. Infelizmente, os últimos meses têm sido complicados, pois um de nós está a lidar com alguns problemas de saúde que irão levar mais tempo que o previsto para serem resolvidos. Alguns destes problemas, surgiram devido a lesões musculares e esqueléticas do passado, que agora, ao fim de 20 anos tiveram os seus efeitos, mas também ao resultado do continuado consumo de hidratos de carbono em excesso ao longo dos últimos 4 anos como “Comfort food” em situações mais estressantes. Sim, viver com pouco dinheiro e criar uma criança ao mesmo tempo que se trabalha no duro e se parte a cabeça para desenvolver tudo o que é necessário, é muito prazeroso e reconfortante, mas por vezes, muito desafiante. E quando a cabeça não tem juízo…

Viver neste estilo de vida, sem subsídios ou um rendimento fixo de suporte, torna a evolução de um projecto como o nosso, num quebra cabeças, o que nos obriga não só, a sermos mais criativos na resolução de problemas, como nos faz repensar, onde e de que forma podemos aplicar o pouco que temos. Há cerca de 4 anos que andamos a planear e a encontrar soluções para um espaço de trabalho móvel, para o qual apenas agora, poderão ter sido reunidas as condições para avançar. Esta semana demos início a este novo projecto que vai concretizar-se, mesmo que demore mais tempo. É para ir com calma.

Felizmente e como olhamos para a vida com positividade, continuamos a percorrer o nosso caminho, a seguir com o nosso processo de cura e a diversificar as nossas actividades, com vista à nossa recuperação e evolução. Recusamo-nos a baixar os braços e embora com menos capacidade física para passarmos mais tempo na horta e no terreno, os últimos dias tiveram mesmo de ser aplicados na manutenção do espaço e no plantio de mais espécies. Limpámos também a zona de escoamento de águas cinza, removemos infestantes dos canteiros da zona de infiltração e além da matéria orgânica que temos vindo a aplicar neles, avançamos com a plantação de grão para ajudar na fixação de Azoto. No processo de manutenção do espaço, descobrimos que duas das nossas bananeiras rebentaram de novo e temos finalmente os milhos quase todos na terra. A horta/jardim está cada vez mais bonita e apetitosa! 😉

2 comentários a “Nunca baixar os braços

  1. Muitos parabéns Paulo e família, adoro o vosso conceito e a vossa coragem para concretizar o vosso sonho, que também é o meu…que mesmo tentando dar o meu melhor, ainda está longe dos meus objectivos reais. Desculpa estas duas correcções, mas ñ sería eu se ñ o fizesse. Em português diz-se hidratos de carbono em vez de carbo-hidratos (português do brasil) e fixar azoto em vez de nitrogénio (português do brasil). Mais uma vez parabéns pela coragem. As melhoras e força para toda a família.

    • Olá Maura, tens toda a razão, infelizmente como estou constantemente comunicar e a ler informação em várias línguas e falo com pessoas de todo o mundo, acabo por fazer inflexões quase sempre dos termos em inglês como “Nitrogen fixing” e “Carbohydrates”. Nada a ver com o Português do Brasil portanto. Realmente de vez em quando escapam umas destas, mas felizmente são preciosismos com os quais não estou nada preocupado, pois o mais importante é meter mãos na massa! 😉 bj

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