Evolução do Espaço Nov. 2018 – Manutenção, Recolha e Transformação.

Depois da grande chuvada desta semana, todos os depósitos de captura de água da chuva, estão cheios e disponíveis para os diferentes usos. Felizmente nos últimos dias, o Sol regressou e aproveitámos logo para colocar mãos na massa.

Adicionamos mais espécies na horta de inverno completando camas com Alho Francês, Cebola, Alface, Cenoura e Couve Roxa, fizemos transplantações de plantas em vaso para vasos maiores e colocámos definitivamente um pessegueiro na terra numa cova bem cheia do composto bem curtido resultante da compostagem do output das nossas sanitas secas.

Estamos a preparar novas mudas para espalharmos pelo espaço e estamos felizmente a assistir cada vez mais, á germinação de espécies por auto-sementeira como Calêndulas, Borragem, Acelgas, Rúcula, Urtigas, Hortelã, Cidreira, etc…

Sempre que podemos, recolhemos no jardim, plantas específicas para alimentar a nossa galinha, que oferecemos juntamente com minhocas californianas do nosso vermicompostor. Esta nossa parceira por sua vez consome o que erradamente muita gente ainda entende como espécies invasoras ou pragas (plantas e animais) e transforma-as numa forma de alimento que pode ser utilizado para consumo interno ou como moeda de troca.

Está tudo a ficar verdinho e bem bonito com a camada vegetal regenerada, pelo que temos recolhido plantas medicinais excedentes para secar e até a nossa menina tem dado uma ajuda, a cortar erva príncipe, agora que já domina a utilização da tesoura! 😉

Por fim, queremos agradecer a quem tem investido em nós e agradecer o apoio dado das mais variadas formas. Com a vossa ajuda e pouco a pouco, este espaço que era um depósito de lixos há três anos, tem vindo gradualmente a tornar-se num pequeno paraíso. No processo temos ajudado quem nos procura e inspirado quem anseia por mudança. Obrigado a todos.

Nos Intervalos da Chuva

Esta semana temos mantido maioritariamente actividades no interior, aproveitando para restaurar um antigo leitor de cassetes dos anos 80, que se encontrava com inúmeros problemas.

Ontem a chuva deu tréguas e tivemos a oportunidade de irmos assistir a várias palestras no primeiro TEDx Peniche. Obrigado a todos envolvidos na organização e concretização desta primeira edição. Foi um dia de partilha e de “vínculos” criados com velhos e novos amigos. Um obrigado especial ao participante que através da sua generosidade ofereceu o bilhete que nos permitiu estarmos presentes.

Hoje, ainda no intervalo de tempo sem chuva, foi meter mãos na massa, mal acordámos. Subi para o telhado, limpei o painel fotovoltaico, corrigi a sua posição para uma inclinação de 70º, para a maximizar a captura de energia e aproveitei ainda para limpar o interior de todas as tubagens de extracção de fumos. De seguida, passámos para a remoção da cúpula do yurt para podermos enfiar a capa de telhado velha, que mandámos recozer. Desta forma, pretendemos poupar e estender a duração da capa nova que ficou agora mais protegida por baixo da mais antiga. Por fim, voltou a montar-se a cúpula e fixou-se a capa exterior.

Nos breves instantes antes de começar a chover de novo, atacámos ainda na poda de alguns elementos que foram logo triturados e deixada a estilha no mesmo local, para acelerar desta forma, o processo de regresso de nutrientes à terra. Queimadas é para gente ignorante! Aqui trabalha-se com a natureza e não contra ela.

A nossa menina aproveita para brincar na rua enquanto observa na horta, que as culturas de inverno estão a desenvolver-se bem e que a galinha, completamente renovada com esta passagem de ano, está a dar conta das suas tarefas e explorações, deixando diariamente o seu ovo e controlando a bicharada no terreno. Em breve temos de tentar encontrar-lhe umas companheiras.

Como grande tarefa antes da chegada definitiva do inverno, fica apenas a faltar a limpeza e aplicação do protector de madeira no atrelado WC gerador e no abrigo hobbit.

Feliz Ano Novo / Feliz Samhain

Esta semana celebramos a passagem do ano pagão que nos faz muito mais sentido que a passagem do ano convencional. O corpo pede recolha e temos desenvolvido actividades maioritariamente no interior, como produtos naturais, preparação de aromáticas e também limpeza, reparação e restauro de equipamentos electrónicos. As tarefas de protecção das madeiras no exterior, antes da chegada definitiva do Inverno, ficaram adiadas enquanto a chuva não der tréguas. O sistema de captura de água da chuva está na cota máxima, depois da precipitação dos últimos dias e já contamos com 1000l capturados apenas em quatro dias. Somos gratos por esta e outras magnificas dádivas da natureza.

Ao mesmo tempo que chegou a chuva, chegou também o frio o que veio a calhar para dar-mos início à utilização das salamandras para aquecer os espaços e a alma. Entretanto, precisamos de reposicionar o painel fotovoltaico para uma inclinação de 70º, optimizando a conversão de luz em energia eléctrica. Já removemos a tela de sombra da cúpula no interior, de maneira a permitir que a luz seja mais intensa e que a mesma se prolongue o máximo possível, agora com os dias estão mais curtos. Este ano adicionaremos a capa velha (que foi entretanto reparada) no telhado para proteger a capa nova durante os próximos meses.

A nossa Galinha tem colocado ovos todos os dias, o milho que colhemos este ano, está debulhado e temos feito pipocas maravilhosas e naturais que comemos junto ao quentinho da salamandra nestas noites frias. Na rua está tudo verdinho e neste momento de renovação, observamos a vida a desenvolver-se, as plantas a crescerem, enquanto nos preparamos para nos recolhermos e celebrarmos a entrada do novo ano Pagão. Entre o pôr do sol de hoje e o nascer do sol de amanhã, segundo os nossos ancestrais, festejamos a partida do velho ano e a chegada do novo. Pagamos tributo aos já falecidos e celebramos as oferendas e dádivas da mãe natureza.

Feliz Samhain para todos! 😉

Actualização Relativamente às Galinhas

Nos próximos tempos, temos de encontrar novas companheiras para a nossa preta lusitânica, pois infelizmente descobrimos da pior forma que as outras duas meninas, já vinham doentes, desde a altura em que as comprámos e não resistiram. Inicialmente quem nos as vendeu, garantiu que certos pormenores no aspecto e comportamento delas eram normais, por haver um galo na capoeira no local de onde elas vinham, mas desde o início percebemos logo, algumas fragilidades e limitações que tinham como galinhas. Não comiam couves, não reconheciam a ração bio em pellets, não comiam lagartas, caracois, lesmas, nem minhocas. Percebemo-nos que apenas conheciam pão, ração pulverizada e algumas ervas mais simples, que devia ser o alimento ao qual tiveram acesso durante os primeiros dois anos de vida.

Sendo assim era impossível serem saudáveis com esse tipo de alimentação. Faleceram as duas da mesma forma e com os mesmos sintomas, que depois de alguma investigação, percebemos que é uma doença que já vinha incubada nelas e que pode manter-se activa para contágio até durante três meses. Aparentemente, esta que sobreviveu pode não ter sido contagiada, mas não há certezas de nada, visto que ainda não voltou à postura de ovos. Aparentemente esta menina, está a reagir bem e com bom aspecto. Já recuperou todas as penas, está bastante activa, mas nada nos diz que não tenha sido contaminada pelas outras duas. Vamos aguardar e esperar pelo melhor.

Regressando à Captura de Água da Chuva

A tarde e especialmente a noite de ontem para hoje, foi muito chuvosa e fria por aqui. Estiveram 14 graus com uma humidade de 80 a 90%. Como é óbvio depois de termos recolhido lenha e pinhas na semana passada, aproveitámos para acender a salamandra pela primeira vez este ano e para cozinhar uma guloseima, para alimentar o espírito. Com toda esta água, o solo e as plantas estão muito bem e está tudo muito mais crescido. A próxima fase de cobertura de solo em verde para o inverno arranca agora com as pequenas plântulas que estão a ocupar o espaço. Apenas nestas 24h, no nosso pequeno telheiro de 9m2, conseguimos capturar 400l de água da chuva que vão ficar armazenados para serem utilizados para lavagem de utensílios, pré-lavagem de panos, rega e ainda diluições de urina ou de chorume de minhocas, como é habitual.

Se quiserem saber mais sobre o sistema de captura de água da chuva, podem consultar a página: https://bit.ly/2pXVzZZ

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Próximas Gerações e Aprendizagens Significativas

Depois do episódio de Sábado, somos ainda mais gratos pelas nossas opções, pelo que somos e pelo que temos crescido como família. Em conjunto, já organizámos parte das sementes recolhidas este ano que vão agora ser congeladas, como é o caso do milho. Estamos também a preparar sementes que congelámos o ano passado para poderem ser semeadas na próxima época. É um dos truques que utilizamos para evitar o gorgulho do milho, que no primeiro ano aqui, nos trocou as voltas. Há que garantir as próxima gerações de plantas e novas sementes! Hoje separámos sementes de couve, tomate, rabanete e milho.

O que há a aprender, é sempre feito ao nosso ritmo, sem pressões exteriores. Isto é válido tanto para nós, como para a nossa menina, que do seu jeito e no seu tempo, vai fazendo aprendizagens significativas integradas nas actividades do nosso dia-a-dia, explorando em brincadeira o seu alimento, as plantas, os seus ciclos e a forma como se reproduzem, bem como os nomes, as palavras, as letras e os números que fazem naturalmente parte dessa exploração. Tudo isto, sem necessidade de currículos, metas, expectativas, avaliações ou com actividades “planeadas”. Foi assim que aprendeu a andar e a falar, e é assim que vai aprender, o que sentir necessidade de levar consigo! 😉

Para celebrar a vida, hoje fomos até à beira mar, fazer uma caminhada em família! 😉

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Preparativos, a Incerteza e o Furacão Leslie

Este sábado sentimos de perto o que se poderia ter tornado numa tragédia. Com a chegada do Furacão Leslie a Portugal Continental, Peniche foi dos primeiros pontos de embate. A natureza é soberana e mesmo com todos os preparativos possíveis e imaginários não há quem a pare. Preparámos o que foi possível dentro das nossas limitações, sentimos o embate inicial muito forte em que até a cúpula abanava a cada rajada de 80km/h. Estamos a agradecidos por termos sentido apenas uma parte da força total, que no espaço de uma hora, foi fazer estragos mais a norte, na zona da Figueira da Foz e Coimbra. No dia seguinte, regressou o Sol com algum vento, os estragos no jardim/horta foram mínimos e o mais importante, as estruturas e os conceitos completamente intocados. Obrigado a todos os que se preocuparam connosco, felizmente acabou por ser, só de raspão! 😉

Energia, Colheitas, Composto e Restauros

Esta semana, transformámos podas do terreno, em lenha para este inverno e fomos até ao pinhal recolher pinhas, para servirem de acendalha dos nossos conceitos a lenha. Entretanto conseguimos reunir mais elementos de madeira que vamos desfazer e cortar em breve para juntar ao que recolhemos e organizámos no telheiro da lenha.

Ainda no nosso espaço, aproveitámos para reparar algumas ferramentas, adaptando, lixando e protegendo a madeira das mesmas, melhorando a sua utilização e durabilidade.

Por vezes, gostamos também, de ir reenergizar a outros espaços, pelo que demos uma escapadinha até uma terra vizinha, onde ainda existe um espaço limitado mas com uma mata diversa onde se podem observar zonas em estádios mais evoluídos.

Continuamos a colher figos de final de época, bem como, os nossos milhos tradicionais e  tomates adaptados ao nosso clima e solo. As novas culturas estão a desenvolver-se bem e em breve publicamos fotos sobre a sua evolução.

Hoje revolvemos o nosso composto para soltar, arejar e peneirar parte do mesmo, retirando os pequenos resíduos plásticos que infelizmente ainda vamos encontrando no solo. Outros vêm mesmo misturados nas aparas de madeira que vêm da carpintaria. Depois de limpinho, voltámos a cobrir com restos vegetais secos para manter a humidade e protegê-lo da acção do Sol e está pronto a usar nos próximos canteiros.

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Evolução do Espaço – Out. 2018

Esta semana tem sido de imenso trabalho, cuidando das novas plântulas, podando e transformando ramos indesejados, ao mesmo tempo que vamos substituindo algumas plantas anuais ou algumas que não prosperaram como desejado. Aos poucos vamos afinando e embelezando o espaço, aproveitando para triturar toda a matéria e cobrindo o solo com a mesma. Sob vigilância, vamos permitindo que as nossas galinhas acedam a novos espaços para controlar invasoras, insectos indesejados e fertilizar o solo.

Neste momento, continuamos a colher figos de outra figueira que os disponibiliza agora, tivemos ainda alguns marmelos duma pequena árvore muito jovem e até já temos alguma tangerinas boas, mas fora de época. Continuamos a renovar as sementes nativas tradicionais de milho que nos foram cedidas há dois anos e neste momento já contamos com muitas mais do que as que nos foram oferecidas! 😉

Hoje, tivemos a oportunidade de cortar e ficar com a matéria de uma nespereira morta que estava no terreno do vizinho. Assim vamos poder transformar esta árvore morta em lenha para o inverno e em cobertura de solo para os caminhos. Os próximos tempos serão de transformação, recolha e protecção preparando o espaço para o inverno que vai chegar.

“Lixos” de Jardim

Depois de dois finais de dia inspiradores junto ao mar, ao regressarmos a casa, deparamo-nos com um monte enorme de ramos e arbustos junto ao contentor do lixo. É incrível como em pleno séc. XXI, ainda existam mentes “brilhantes”, que colocam os “Lixos” de Jardim no caixote da rua ou junto a ele. É do mais idiota possível ter-se um jardim ou um quintal e depois de podar árvores, arbustos e cortar a relva, ter a fantástica ideia de ir deitar tudo “fora”. Desta forma não só retiram fertilidade ao seu solo, como criam um problema para “outro alguém” resolver. Outra idiotice para a qual não tenho tolerância são as queimadas. Estas ainda mais danosas para o solo e para o ar, além de que são potenciais causadoras de incêndios.

Resumindo, recolhemos logo na hora, o que alguém deitou fora de forma errada e transformámos um problema numa oportunidade. Hoje depois de tratarmos o espaço dos animais dedicámos o dia todo à trituração desses recursos gratuitos, distribuindo-os nos espaços menos férteis que temos. Já mais ao final do dia, podámos um dos nossos sabugueiros que estava bastante descontrolado e como “pessoas normais” que pensam, deixámos toda a matéria triturada ao redor da árvore, adicionando desta forma, água, nutrientes e protecção de solo, ao mesmo tempo que fizemos evoluir e acelerar numa hora, o que a natureza demoraria meses ou um par de anos a fazer. A nossa menina esteve envolvida em todo o processo, trazendo ramos para triturar e levando a estilha no seu carrinho de mão para fertilizar os canteiros ou como ela diz, dar papinha às plantas! Ehehe

Esta semana também já conseguimos ter totalmente plantados, com culturas de inverno, os três canteiros que preparámos anteriormente. Tudo está a evoluir gradualmente e temos de continuar com os trabalhos de preparação para o inverno.

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Novo Abrigo Móvel para o Espaço Infantil

Todos os nossos abrigos, são móveis e desmontáveis. Há algum tempo, iniciámos um projecto de abrigo móvel infantil, para o terceiro aniversário da nossa menina, mas tivemos de interromper a sua execução, devido a complicações de saúde familiar. Agora, três meses depois e já com a situação controlada, retomámos a sua execução e hoje de manhã, antes que chegasse o calor, montámos o nosso pequeno teepee de 2m de diâmetro. Este é um abrigo móvel, típico dos povos nativo-americanos e adequa-se perfeitamente aos espaços infantis, que estamos a integrar no projecto. A entrada conta com vista para a horta e para as galinhas.

Infelizmente não conseguimos encontrar esta espessura de madeira tosca, em paus com 2,5m de comprimento, ou seja, tivemos de nos contentar com 2,2m e embora tenha ficado com uma margem pequena no sistema de encaixe dos mesmos, parece que para o efeito, funciona.

Ainda faltam terminar pormenores de fixação e de tensão do tecido, mas está completamente utilizável. A nossa menina foi logo a correr lá para dentro com alguns brinquedos, almofada e livros! Sendo assim, parece que temos mais um conceito, bem sucedido! 😉

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Canteiros Outono/Inverno e Reparar, reparar, reparar!

Nos últimos tempos, temos trabalhado e brincado na rua, onde entre cuidar do espaço, fazer pinturas ou desenhos, preparámos novas mudas para introduzir nos canteiros alimentares de outono/inverno, que acabámos de fertilizar e cobrir. Fizemos também algumas transplantações de plantas para novos vasos com mais espaço e nutrientes, para introduzirmos no espaço, assim que regressarem as primeiras chuvas. Ao mesmo tempo, tive necessidade de pessoalmente, dedicar-me a alguns projectos pendentes, relacionados com o restauro e reparação de diferentes aparelhos que recolhemos, que nos foram oferecidos ou para os quais foram requisitados os nossos serviços de restauro. Acreditamos que mais importante que reciclar, é reparar e dar nova vida ao que está estragado ou degradado. A cultura do usa e deita fora, tem os dias contados há muito tempo!

Esta semana além do trabalho do “salvamento” do macbook da nossa amiga Wendy, continuamos a desmontar e a testar, baterias velhas de portáteis para o novo projecto de energia. Reparámos ainda um candeeiro que estava completamente inutilizado com os plásticos internos de apoio e fixação todos partidos, limpámos e restaurámos duas consolas de videojogos, uma fonte de alimentação com 26 anos e um carregador de portátil a 12v. Aos poucos, vamos adicionando novas skills e competências ao nosso cardápio, pois acreditamos que cada vez será mais importante reparar para continuar a utilizar. Esta visão e conceitos são transversais a todo o nosso projecto e totalmente de acordo com um estilo de vida ecológico, onde se valorizam os escassos recursos.

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Utopia vs Realidade

Por vezes, apanhamos com o “filme” de certas “cabecinhas pensadoras”, que acham piada ao que fazemos, mas meter a massa cinzenta a processar dá muita chatice e então para estes, tudo o que fazemos e defendemos, são utopias. Na realidade, limitamo-nos a viver de forma simples, utilizando o mais possível, aquele bocado de chicha que temos entre as orelhas. Somos especialistas a fechar ciclos e a jogar o jogo da vida, com as ferramentas que a natureza nos deu. O alimento que a terra deu, foi processado no nosso organismo, excretado pelo mesmo, e o resultado, devidamente compostado e transformado de novo em solo, que hoje fertiliza os nossos canteiros, preparando-os para a próxima época produtiva. Será que é assim tão utópico? 😉

Resumindo, o ciclo da alimentação fechou-se hoje aqui, de uma forma bastante simples, num processo que demora quase dois anos, Nesse processo temos pessoas felizes e verdadeiramente ecológicas, que não poluem água potável com descargas de sanitas. Temos pessoas divertidas, curiosas e participativas no processo de peneiragem e preparação dos próximos canteiros que nos darão mais e melhor comida. Há fertilizante natural biológico em abundância a ser aplicado na produção das próximas culturas, há passeios de carrinho de mão e aulas de biologia com mãos na massa. Por fim, há também muitas sementinhas de girassol para a nossa menina recolher, trabalhando várias competências assentes em prazer, curiosidade e utilidade prática.

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Aprende a Gerir a tua Própria M…

Um tema que parece tabu para muitos, para nós é perfeitamente normal, até porque mais do que nos alimentarmos maioritariamente de forma vegetariana ou vegan, mais do que recolhermos água da chuva ou mais do que produzirmos a maior parte da nossa necessidade energética, continuamos a afirmar que há muito para fazer quanto aos “outputs” humanos. Toda a gente hoje em dia é “ecológica”, todos fazem isto e aquilo, mas infelizmente quase todos utilizam uma sanita convencional onde descarregam em água potável, desperdiçando um número brutal de energia e recursos que seriam uma grande base de um sistema equilibrado e verdadeiramente ecológico.

Há soluções, mesmo para quem vive na cidade ou num apartamento, mas ninguém quer ter o trabalho de pensar nelas. No entanto são muitos os que partilham incessantemente nas redes sociais as campanhas de sensibilização de limpeza das praias e as campanhas de poupança de água, etc, etc…

Número 1 – foi excretado? ok, tem de ir parar ao solo e não despejado num meio aquático para ser transportado para outro lugar.

Número 2 – Cobrir sempre com matéria orgânica seca, rica em carbono (palha, aparas de madeira, serradura, etc…)

Número 3 – Pode ser regado para manter o nivel de humidade

Número 4 – Repetir até o compostor ou o espaço destinado estar cheio

Número 5 – Criar um novo espaço de compostagem e repetir os pontos 1 a 4 deixando o primeiro compostor ou espaço de compostagem repousar durante um ano e meio.

Número 6 – Passado um ano e meio, recolher um maravilhoso solo rico em nutrientes para alimentar vasos, covetes de germinação ou canteiros de hortas

P.S- Para quem vive em apartamento ou na cidade tem mais lógica colocar o conteúdo de uma sanita seca nos contentores de lixo orgânico do que despejá-lo em água potável. Pensem nisso!

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Colhendo Batata Doce, Tupinambo e Tomate

Aos poucos o solo vai maturando e suportando espécies mais exigentes ou mais complexas relativamente ao solo que aqui encontrámos há três anos. Este ano, colhemos as nossas primeiras batatas doces de um pequeno canteiro experimental, em que o solo não foi preparado ou remexido, não foi fertilizado e apenas foi utilizada uma técnica simples de cobertura com cartão e palha. Desta experiência em pequena escala ainda conseguimos colher quase 4kg de batata doce! 😉 Colhemos pela primeira vez tupinambo e os tomates tem sido aquela base constante, todos os dias, vários por dia de forma regular. Debaixo das folhas e plantas de batata doce, debaixo da camada de palha e da camada de cartão, encontrámos matéria orgânica decomposta recentemente e ainda encontrámos uma nova habitante que se refugiou neste ambiente húmido de um canteiro que está todo o dia exposto ao Sol. Esta é mais uma prova de que a cobertura de solo é muito importante tanto na regeneração do solo como na manutenção da actividade biológica do mesmo.

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Fabricando Cobertura de Solo

Durante as duas últimas semanas temos investido tempo na manutenção do espaço. Uma das prioridades é manter o solo coberto, seja para uma maior retenção de humidade e matéria orgânica ou para favorecer e suportar a actividade biológica do solo. Triturámos todos os ramos e podas que estavam em espera e um volume enorme de canas, transformando assim um problema numa oportunidade. Desta forma gradualmente teremos um solo mais rico, mais vivo e com uma maior capacidade de regeneração e produção. Esta estilha foi principalmente utilizada na cobertura de canteiros e ao redor de todas as árvores.

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Produtos, Recursos e Resolução de Problemas

Esta semana preparámos os nossos recentes bálsamos, sabonetes e velas naturais ecológicos, que estão disponíveis para os nossos apoiantes e para encomenda em: https://bit.ly/2q5xsZa

Recuperámos ainda motores eléctricos funcionais, de alguns equipamentos avariados e recentemente o nosso amigo Melo, ofereceu-nos baterias velhas de computador portátil para reciclar, que prontamente desmontámos e aproveitámos as células individuais. iremos testá-las, calibrá-las e possivelmente utilizá-las noutros projectos de energia alternativa. Para quem nos segue e tiver baterias de portátil para reciclar e quiserem doar-nos, agradecemos imenso a oferta! 😉

Por fim e após cinco anos, conseguimos finalmente investir num pequeno triturador de ramos que necessitamos especialmente para nos livrarmos do excesso de canas que produzimos anualmente. Desta forma, não só nos livramos de um problema como ao mesmo tempo, libertamos espaços e criamos cobertura de solo rica em matéria orgânica. Esta foi espalhada em volta de todas as árvores, no espaço dos animais e no solo junto do canavial e à WC das Visitas! Como sempre, a nossa menina também ajudou nas tarefas, passando-nos canas para triturarmos e cuidando dos animais. Nas últimas imagens, podemos observá-la a levar restos de cozinha, para alimentar as nossas minhocas no vermicompostor! 😉

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