As últimas duas semanas

Estão sempre muitas coisas a acontecer por aqui, e estas duas semanas foram preenchidas com várias actividades de manutenção do espaço, restauros electrónicos e informáticos, algumas celebrações e muito trabalho no exterior. Como forma de transformarmos problemas em oportunidades e ajudarmos o solo na sua regeneração, desbastámos dois dos nossos eucaliptos para lenha e fizemos trituração de ramos e folhas para cobertura de solo. Num sistema de policultura de espécies integradas também com eucaliptos, podemos criar rapidamente matéria vegetal, rica carbono, água e os demais nutrientes que irão ser depositados no solo para acelerar os processos regenerativos. Muitos olham para o eucalipto como um problema, mas na realidade o problema não é esta árvore, o problema não são as alterações climáticas e o problema não são os fogos. O problema é o afastamento do soberano mundo natural , uma má gestão do território e dos recursos associada à corrupção de pessoas e valores, para através de várias práticas danosas para o meio ambiente como a aplicação de fitofármacos e as explorações intensivas em monocultura, dar alimento à ganância dos “donos do mundo” em nome de um crescimento económico ilimitado. Felizmente a natureza não precisa de ser salva, nós é que precisamos de ser salvos, principalmente de nós próprios e da nossa ignorância.

Como forma de melhorarmos anualmente o nosso banco de sementes e por conseguinte, a nossa segurança alimentar, já contamos com diversas sementes, de onde destacamos com orgulho o nosso milho bio de terceira geração, ou seja o mini crioulo, mas também os nossos próprios híbridos que surgiram este ano. Já os debulhámos e secámos e estamos a proceder ao processo de armazenamento. Em breve teremos saquetas de sementes disponíveis para quem desejar investir no nosso projecto, ao mesmo tempo que tem a oportunidade de manter viva uma semente verdadeiramente biológica e natural.

Depois da manutenção bi-anual da zona de saída de águas cinza, instalámos recentemente a nova caleira na oficina móvel e procedemos a uma limpeza no interior da charca/zona de infiltração, que está agora pronta, para ser um novo ponto de retenção e infiltração de água. Aqui iremos receber preciosas centenas de litros de água da chuva, através deste segundo sistema de captura.

No espaço dos animais, removemos e preparámos a matéria que cobria o solo para integrar o recipiente de compostagem. Procedemos ainda ao corte e poda de ramos e folhas indesejadas e separámos ainda a palha do chá principe, dividindo os rebentos novos para os podermos propagar! A nossa menina também esteve muito empenhada a separar folhas de eucalipto para fazermos novos produtos!

Este mês comemoramos o sétimo ano vivencial do projecto Permabio. Fez este mês de Setembro, 7 anos, que ainda sozinho iniciei o projecto efectivo, avançando com planeamento do abrigo que permitiria dar início a esta grande aventura. Pelo caminho cruzei-me com algumas pessoas cruciais e com uma companheira à altura, o que nos permitiu iniciar duas vezes a construção de um espaço que poderíamos sentir ser a nossa casa. Há 4 anos, migrámos para o espaço actual, onde entre muitas coisas boas, fomos pais de uma linda menina que veio adicionar preocupações e desafios, mas também muita riqueza e felicidade. Para quem segue o nosso trabalho, sabe que têm sido anos de esforço, trabalho e sacrifício, com algumas pedras pelo caminho, mas sem nunca perder o foco. Sem dúvida, sentimos que estamos no caminho certo e sabemos para onde queremos caminhar. É desta forma que queremos viver, por isso celebremos. Celebremos todas as conquistas e projectemos todas as outras que estão por vir. Obrigado também a todos os que têm contribuído para a nossa evolução como pessoas e para a regeneração deste espaço natural que não nos servirá tanto, mas sim à futura geração! 

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Espaço a meio de Julho

Este é o primeiro verão a que assistimos tantos dias seguidos nublados e com pouco Sol. Temos gerido o melhor possível a nossa utilização energética, pois não tem sido possível produzir a habitual quantidade de energia fotovoltaica comparativamente ao que costumamos obter em dias de Sol. Felizmente a temperatura mantém-se amena e agradável ao contrário de outros locais do país que estão num braseiro. A horta continua a dar comida, os animais a pôr ovos e nós a avançarmos com vários projectos em simultâneo! Em anexo encontram algumas imagens que refletem um pouco do aspecto do nosso espaço nos últimos dias! 😉

Dando resposta a tudo o que há para fazer

Com o Sol mais tímido aqui pela região esta semana colhemos, plantámos, limpámos, restaurámos, cuidámos… Enfim, trabalhámos com poucas pausas para dar resposta a tudo o que havia para fazer. Recebemos uma visita guiada a um mesmo grupo que tínhamos recebido em 2016. São apoiantes que vieram até cá beber um pouco mais da nossa experiência, para levarem respostas concretas para a construção do seu projecto pessoal. Comprovaram que o solo nutrido ao longo deste tempo, está a devolver-nos em fertilidade e comida verdadeira. Obrigado Manuela, Fátima e Pedro. Boa sorte para o vosso projecto! Não se esqueçam de nos ir actualizando. Esta semana demos ainda um volta de reconhecimento aqui pelas nossas bandas e encontrámos um Oásis no meio do deserto! Sempre que fazemos algumas expedições ao exterior, aproveitamos para procurar espaços naturais de onde observamos essencialmente e onde muitas vezes conseguimos recolher sementes! 😉

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Mais três Canteiros

Hoje o dia foi todo aplicado na expansão da horta. Monda manual, abastecimento de pontos de água para pássaros e polinizadores, manutenção dos espaços, recolha de sementes e colheita de alimentos. Felizmente já me sinto com mais força para atacar manualmente o que há para fazer e tive a ajuda das duas meninas cá de casa. Enxada, ancinho, luvas e toca de cortar toda a matéria vegetal dos espaços a ocupar com novos canteiros de produção alimentar. Como sempre, aplicámos mais uma vez o método “no dig” (Não Cavar), e o método “Lasagna” (Por camadas) para cobertura do solo. Removemos as ervas pela base sem retirar raízes, cobrimos o solo com bastante cartão molhado, por cima uma camada fina de palha, e no final todas as ervas que tínhamos retirado anteriormente. Regar tudo muito bem para manter a cobertura, e palha, o cartão e o solo húmido e daqui a uns dias está pronto para ser plantado. O dia foi duro e longo mas estamos com uma horta cada vez maior. A ideia será, de futuro, ter todo o espaço que ainda está livre, coberto de alimentos.

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