Fazer acontecer, mas saber parar, observar e contemplar!

No decorrer das nossas actividades, há sempre tempo para parar, observar e contemplar a beleza que nos rodeia e o pequeno paraíso que estamos ainda longe de concluir, mas que tem sido um prazer fazer acontecer. A luz desta época tem um tom especial, bem como os seus reflexos. A temperatura do Sol convida a estar na rua e esta semana chegámos inclusive a almoçar na nossa mesa exterior móvel, mesmo no meio do quintal. Tudo está verdinho e muito bonito, as Calêndulas, a Borragem e a Erva pata estão de volta para ajudar a nutrir os polinizadores. As capuchinhas, as alfaces e os alhos francês crescem a olhos vistos e estamos já a preparar novos canteiros para receberem mais culturas de inverno. Gostávamos ainda de ter tempo para preparar um espaço novo para semear trigo barbela! Vamos ver o que conseguimos fazer nas próximas semanas! 😉

Na última semana estivemos a preparar os produtos para a Feira de Natal, ao mesmo tempo que fomos avançando com a manutenção do espaço. Entre podas de árvores pequenas e monda de ervas indesejadas, fizemos manutenção na rede do galinheiro, limpámos a capoeira, transplantámos ou plantámos definitivamente algumas plantas e tudo o resto que vai sendo necessário de forma a manter o espaço com alguma harmonia. Nem sempre conseguimos chegar a tudo quando queremos, mas todos os dias são dias de trabalho, seja de limpeza, manutenção ou upgrade! 😉

 

 

Evolução do Espaço Nov. 2018 – Manutenção, Recolha e Transformação.

Depois da grande chuvada desta semana, todos os depósitos de captura de água da chuva, estão cheios e disponíveis para os diferentes usos. Felizmente nos últimos dias, o Sol regressou e aproveitámos logo para colocar mãos na massa.

Adicionamos mais espécies na horta de inverno completando camas com Alho Francês, Cebola, Alface, Cenoura e Couve Roxa, fizemos transplantações de plantas em vaso para vasos maiores e colocámos definitivamente um pessegueiro na terra numa cova bem cheia do composto bem curtido resultante da compostagem do output das nossas sanitas secas.

Estamos a preparar novas mudas para espalharmos pelo espaço e estamos felizmente a assistir cada vez mais, á germinação de espécies por auto-sementeira como Calêndulas, Borragem, Acelgas, Rúcula, Urtigas, Hortelã, Cidreira, etc…

Sempre que podemos, recolhemos no jardim, plantas específicas para alimentar a nossa galinha, que oferecemos juntamente com minhocas californianas do nosso vermicompostor. Esta nossa parceira por sua vez consome o que erradamente muita gente ainda entende como espécies invasoras ou pragas (plantas e animais) e transforma-as numa forma de alimento que pode ser utilizado para consumo interno ou como moeda de troca.

Está tudo a ficar verdinho e bem bonito com a camada vegetal regenerada, pelo que temos recolhido plantas medicinais excedentes para secar e até a nossa menina tem dado uma ajuda, a cortar erva príncipe, agora que já domina a utilização da tesoura! 😉

Por fim, queremos agradecer a quem tem investido em nós e agradecer o apoio dado das mais variadas formas. Com a vossa ajuda e pouco a pouco, este espaço que era um depósito de lixos há três anos, tem vindo gradualmente a tornar-se num pequeno paraíso. No processo temos ajudado quem nos procura e inspirado quem anseia por mudança. Obrigado a todos.

Evolução do Espaço – Out. 2018

Esta semana tem sido de imenso trabalho, cuidando das novas plântulas, podando e transformando ramos indesejados, ao mesmo tempo que vamos substituindo algumas plantas anuais ou algumas que não prosperaram como desejado. Aos poucos vamos afinando e embelezando o espaço, aproveitando para triturar toda a matéria e cobrindo o solo com a mesma. Sob vigilância, vamos permitindo que as nossas galinhas acedam a novos espaços para controlar invasoras, insectos indesejados e fertilizar o solo.

Neste momento, continuamos a colher figos de outra figueira que os disponibiliza agora, tivemos ainda alguns marmelos duma pequena árvore muito jovem e até já temos alguma tangerinas boas, mas fora de época. Continuamos a renovar as sementes nativas tradicionais de milho que nos foram cedidas há dois anos e neste momento já contamos com muitas mais do que as que nos foram oferecidas! 😉

Hoje, tivemos a oportunidade de cortar e ficar com a matéria de uma nespereira morta que estava no terreno do vizinho. Assim vamos poder transformar esta árvore morta em lenha para o inverno e em cobertura de solo para os caminhos. Os próximos tempos serão de transformação, recolha e protecção preparando o espaço para o inverno que vai chegar.

“Lixos” de Jardim

Depois de dois finais de dia inspiradores junto ao mar, ao regressarmos a casa, deparamo-nos com um monte enorme de ramos e arbustos junto ao contentor do lixo. É incrível como em pleno séc. XXI, ainda existam mentes “brilhantes”, que colocam os “Lixos” de Jardim no caixote da rua ou junto a ele. É do mais idiota possível ter-se um jardim ou um quintal e depois de podar árvores, arbustos e cortar a relva, ter a fantástica ideia de ir deitar tudo “fora”. Desta forma não só retiram fertilidade ao seu solo, como criam um problema para “outro alguém” resolver. Outra idiotice para a qual não tenho tolerância são as queimadas. Estas ainda mais danosas para o solo e para o ar, além de que são potenciais causadoras de incêndios.

Resumindo, recolhemos logo na hora, o que alguém deitou fora de forma errada e transformámos um problema numa oportunidade. Hoje depois de tratarmos o espaço dos animais dedicámos o dia todo à trituração desses recursos gratuitos, distribuindo-os nos espaços menos férteis que temos. Já mais ao final do dia, podámos um dos nossos sabugueiros que estava bastante descontrolado e como “pessoas normais” que pensam, deixámos toda a matéria triturada ao redor da árvore, adicionando desta forma, água, nutrientes e protecção de solo, ao mesmo tempo que fizemos evoluir e acelerar numa hora, o que a natureza demoraria meses ou um par de anos a fazer. A nossa menina esteve envolvida em todo o processo, trazendo ramos para triturar e levando a estilha no seu carrinho de mão para fertilizar os canteiros ou como ela diz, dar papinha às plantas! Ehehe

Esta semana também já conseguimos ter totalmente plantados, com culturas de inverno, os três canteiros que preparámos anteriormente. Tudo está a evoluir gradualmente e temos de continuar com os trabalhos de preparação para o inverno.

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Canteiros Outono/Inverno e Reparar, reparar, reparar!

Nos últimos tempos, temos trabalhado e brincado na rua, onde entre cuidar do espaço, fazer pinturas ou desenhos, preparámos novas mudas para introduzir nos canteiros alimentares de outono/inverno, que acabámos de fertilizar e cobrir. Fizemos também algumas transplantações de plantas para novos vasos com mais espaço e nutrientes, para introduzirmos no espaço, assim que regressarem as primeiras chuvas. Ao mesmo tempo, tive necessidade de pessoalmente, dedicar-me a alguns projectos pendentes, relacionados com o restauro e reparação de diferentes aparelhos que recolhemos, que nos foram oferecidos ou para os quais foram requisitados os nossos serviços de restauro. Acreditamos que mais importante que reciclar, é reparar e dar nova vida ao que está estragado ou degradado. A cultura do usa e deita fora, tem os dias contados há muito tempo!

Esta semana além do trabalho do “salvamento” do macbook da nossa amiga Wendy, continuamos a desmontar e a testar, baterias velhas de portáteis para o novo projecto de energia. Reparámos ainda um candeeiro que estava completamente inutilizado com os plásticos internos de apoio e fixação todos partidos, limpámos e restaurámos duas consolas de videojogos, uma fonte de alimentação com 26 anos e um carregador de portátil a 12v. Aos poucos, vamos adicionando novas skills e competências ao nosso cardápio, pois acreditamos que cada vez será mais importante reparar para continuar a utilizar. Esta visão e conceitos são transversais a todo o nosso projecto e totalmente de acordo com um estilo de vida ecológico, onde se valorizam os escassos recursos.

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Utopia vs Realidade

Por vezes, apanhamos com o “filme” de certas “cabecinhas pensadoras”, que acham piada ao que fazemos, mas meter a massa cinzenta a processar dá muita chatice e então para estes, tudo o que fazemos e defendemos, são utopias. Na realidade, limitamo-nos a viver de forma simples, utilizando o mais possível, aquele bocado de chicha que temos entre as orelhas. Somos especialistas a fechar ciclos e a jogar o jogo da vida, com as ferramentas que a natureza nos deu. O alimento que a terra deu, foi processado no nosso organismo, excretado pelo mesmo, e o resultado, devidamente compostado e transformado de novo em solo, que hoje fertiliza os nossos canteiros, preparando-os para a próxima época produtiva. Será que é assim tão utópico? 😉

Resumindo, o ciclo da alimentação fechou-se hoje aqui, de uma forma bastante simples, num processo que demora quase dois anos, Nesse processo temos pessoas felizes e verdadeiramente ecológicas, que não poluem água potável com descargas de sanitas. Temos pessoas divertidas, curiosas e participativas no processo de peneiragem e preparação dos próximos canteiros que nos darão mais e melhor comida. Há fertilizante natural biológico em abundância a ser aplicado na produção das próximas culturas, há passeios de carrinho de mão e aulas de biologia com mãos na massa. Por fim, há também muitas sementinhas de girassol para a nossa menina recolher, trabalhando várias competências assentes em prazer, curiosidade e utilidade prática.

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Colhendo Batata Doce, Tupinambo e Tomate

Aos poucos o solo vai maturando e suportando espécies mais exigentes ou mais complexas relativamente ao solo que aqui encontrámos há três anos. Este ano, colhemos as nossas primeiras batatas doces de um pequeno canteiro experimental, em que o solo não foi preparado ou remexido, não foi fertilizado e apenas foi utilizada uma técnica simples de cobertura com cartão e palha. Desta experiência em pequena escala ainda conseguimos colher quase 4kg de batata doce! 😉 Colhemos pela primeira vez tupinambo e os tomates tem sido aquela base constante, todos os dias, vários por dia de forma regular. Debaixo das folhas e plantas de batata doce, debaixo da camada de palha e da camada de cartão, encontrámos matéria orgânica decomposta recentemente e ainda encontrámos uma nova habitante que se refugiou neste ambiente húmido de um canteiro que está todo o dia exposto ao Sol. Esta é mais uma prova de que a cobertura de solo é muito importante tanto na regeneração do solo como na manutenção da actividade biológica do mesmo.

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Colheitas, Sementes e Manutenções, com Muita Brincadeira na Água ou à Sombra

Para que os nossos conceitos de madeira e os dos nossos animais se mantenham funcionais, é constante a preocupação em termos os espaços devidamente cuidados e limpos. No próximo mês, aplicaremos protector nas madeiras expostas, mas nesta altura, começamos a tratar de fazer pequenas manutenções para prepararmos tudo para o próximo inverno. Na semana passada o calor foi demasiado por aqui também, o que nos forçou a umas pausas matinais, para irmos dar um mergulho. Entre colheitas, aproveitámos principalmente os inícios das manhãs ou nos finais de tarde para seleccionarmos sementes de grão e rabanete. Nessas alturas cuidámos dos canteiros da horta, onde aguardamos que as alfaces que estão em flor, nos tragam em breve, a primeira geração de sementes adaptadas ao nosso solo e clima! Quando o calor apertava, nada como umas brincadeiras debaixo da mangueira e na água ou então no refúgio da cama de rede, sob a sombra da figueira! 😉

Horta/Jardim Comestível – Final de Julho

Demoraram a chegar os dias mais quentes e com toda a chuva que caiu não nos parece que este venha a ser um ano de muita fruta. Até há poucos dias, o céu nublado e a chuva miúda reinavam. Hoje, praticamente no final de Julho, este é o aspecto do nosso humilde projecto. Cada vez com mais espécies, maior diversidade, mais nutrientes e com mais estratos preenchidos. Mesmo as zonas em que não há produção, há cobertura de solo! 😉

Manutenção Compostores e Chuveiro Solar

Como parte do processo de manutenção do espaço, os nossos compostores têm um papel muito importante e são utilizados praticamente todos os dias. No processo de implementação do nosso espaço, os resíduos humanos foram desde o início, o ponto principal de ataque, de forma a não estarmos dependentes de uma rede de tratamento de esgotos ou fossas sépticas que estão completamente obsoletas. Desta forma transformamos o que seria supostamente um problema, numa oportunidade. Anualmente, temos vários compostores em funcionamento, com pelo menos um deles, em fase de repouso enquanto outro em fase activa no processo de compostagem de resíduos humanos (humanure). Nas seguintes imagens poderão ver um compostor em fase activa e quase cheio, depois um compostor com um ano e meio de repouso e finalmente o interior desse compostor com toda a matéria pronta e transformada em solo, rico em nutrientes para incorporar na horta e para germinar novas sementes!

Ainda esta semana, como parte do processo de manutenção do espaço envolvente ao chuveiro exterior solar, colhemos erva príncipe que rodeia o chuveiro, renovámos caminhos com casca de pinheiro, removemos ervas invasoras com as quais alimentamos as nossas galinhas e por fim cobrimos o solo com palha em início de decomposição e já com algum micélio! A pouco e pouco vamos protegendo e construindo o nosso solo ao mesmo tempo que vamos introduzindo mais espécies. No espaço mais aberto que libertámos, vamos tentar incluir abacateiros para preencherem aquele estrato médio / alto no futuro, fazendo companhia a um abacateiro que se deu bem e ainda lá está.

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Gratidão e Abundância

Diariamente fazemos o nosso melhor, com o que ainda consideramos ser pouco sabermos. Agradavelmente vamos descobrindo e aplicando ao nosso ritmo, os conhecimentos sob a forma de investimento no mundo natural, que este nos devolve atempadamente, em forma de abundância. O solo ainda não está perfeito, mas está muito mais evoluído e capaz do que há três anos atrás, quando estava morto, cheio de lixo e completamente rapado. Esperamos ao longo dos próximos anos, continuarmos a assistir a uma evolução exponencial de todos os sistemas e principalmente, continuar a aperfeiçoar as nossas próprias sementes. Já temos sementes de 2ª geração e recentemente de 1ª, que estamos a recolher este ano, já completamente adaptadas ao nosso solo e clima. A comida tem ido directamente da horta para o prato e mesmo que não tenha a “perfeição” do tamanho e do o aspecto convencional, o valor nutricional é bem superior! 😉 Ao mesmo tempo recolhemos e secamos medicinais, observamos e tentamos identificar as novas espécies que vêm habitar o espaço connosco, vemos a fruta a maturar nas árvores, recolhemos sementes e cuidamos da nossa saúde ingerindo comida verdadeira, sem agrotóxicos e não modificada geneticamente.

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Evolução do Espaço – Primeira Quinzena da Julho

Neste momento, colhemos diariamente tudo o que a natureza nos oferece ao seu ritmo. Um par de tomates dali, umas folhas de alface daqui, uma cebola de acolá, um alho francês, uns rabanetes e umas folhas de couve e rúcula do outro lado. As árvores já dão Figos e Peras, as Ameixas vêm a caminho juntamente com os Marmelos e as Pêras mais tardias. Nunca vimos tantas abelhas e especialmente Zangões que incansavelmente nos ajudam na manutenção do espaço. A luta contra as “infestantes” vai sendo resolvida aos poucos e de forma manual, dirigindo essa matéria “inoportuna”, transformando-a numa oportunidade na pilha de composto, à volta das árvores ou na alimentação das galinhas que transformam todos os nutrientes em ovos. Aqui ficam alguns registos fotográficos:

Produtos Verdadeiramente Ecológicos

Depois de muitos anos a testar a descomplicar os produtos naturais de saúde e bem estar, continuamos a recusar a utilização de óleos exóticos e óleos essenciais. Mantemos o poder medicinal dos nossos produtos, apenas através do poder das plantas verdadeiras, cultivadas com amor e dedicação, no nosso projecto ecológico. Ficam aqui algumas imagens sugestivas do que fazemos, de acordo com os nossos princípios, cuidando do planeta e das pessoas.

Obrigado a quem reconheceu valor e nos apoiou no Sábado passado, na feira de São Bernardino! 😉

Mais info em: http://www.permabio.xyz/produtos-ecologicos/
Reservas em: http://www.permabio.xyz/encomendas-online/

Canas, Comida Verdadeira e Finalização do Espaço das Galinhas

Na tarde da última publicação, ainda atacámos canas… à mão! Foi duro, mas temos o espaço mais liberto com este corredor junto ao muro, que nos facilita o acesso à tubagem de transporte da água do poço, em caso de necessidade de manutenção. Por outro lado, vamos reunir esta matéria para secar. Idealmente precisávamos de um triturador de ramos, para poder transformar toda esta massa em estilha, que utilizaríamos como cobertura de solo nos canteiros! Os canteiros estão cada vez mais bonitos com comida verdadeira, a desenvolver-se neles. Orgânica, biológica, vegan, livre de OGM’s, liivre de pesticidas, livre de fertilizantes químicos, local e com pegada carbónica nula. Melhor não há! 😉

Depois de uma breve pausa ontem, para passarmos o dia a brincar com a nossa menina no dia da criança, hoje atacámos com força finalizando o espaço das galinhas. Com tubagens de esgoto, criámos um comedouro exterior com tampa estanque, que permite ser alimentado na vertical e que fica protegido da chuva. Por fim transformámos o depósito de recolha de água da chuva criando um filtro de partículas na tampa, através da reutilização de uma grelha velha antissalpicos, em aço inoxidável, do IKEA.