Dolorosa Evolução

A última semana, foi uma semana onde infelizmente, tivemos de lidar com a dor da perda e com a frustração de lidar com coisas que estão fora do nosso controlo e da nossa vontade. O nosso gatinho Badé, que tão carinhosamente acolhemos durante as últimas semanas, foi um lutador. A mãe abandonou-o (prevendo talvez a sua fragilidade) e nós fizemos de tudo para o ter e manter bem. Infelizmente a natureza, não quis que assim fosse e ele partiu inesperadamente, deixando-nos com menos um pedaço. O Badé nas poucas semanas de vida que teve, foi amado, acarinhado e cuidado, mas custou-nos termos presenciado a sua partida, o que aconteceu com sofrimento dele e nosso. No dia em que partiu, decidimos que ficaria connosco, num dos locais mais bonitos do espaço, perto do Baloiço da Gaia e no meio de muitas Calêndulas. Dedicámos-lhe este espacinho e fizémos-lhe uma placa em Xilogravura que colocámos imediatamente na frente da sua campa, como forma de última homenagem e para o recordarmos com o mesmo carinho, sempre que passarmos por ela.

Um obrigado especial à nossa amiga Ana, que desde que encontrámos o Badé, nos  enviou leite, biberão e comida, ajudando e ensinando a cuidar o melhor possível dele e com a qual eu estive pessoalmente em comunicação desesperada e a chorar baba e ranho, na hora em que morte decidiu roubar-mo. Beijo amiga. obrigado por tudo

Até já, meu querido Badé!

P.S. – Obrigado a todos os amigos que nos deixaram lindas palavras pelo facebook. Tal como referiram, esta dolorosa evolução chegou sob a forma cedência e compromisso, transformação e dor, culpa e responsabilidade, aceitação e acima de tudo, muito amor e carinho.

Apresentamo-vos o Badé

Como este é o ano da bicharada, já percebemos que além das galinhas, o gatinho preto que nos foi presenteado pela própria mãe na sexta-feira 13 passada, e que resgatámos da morte, vai provavelmente ficar cá por casa. Eu só espero que quando o “Badé” crescer, não raspe ou rasgue nenhuma tela, não se meta com as galinhas e não me vá mexer na horta, senão está tramado comigo. Um grande obrigado à nossa amiga Ana que nos tem dado dicas preciosas e até nos enviou comida de emergência, um biberão e ainda outras coisas, que nos permitiram salvar esta vidinha! 😉 Hoje, com cerca de três semanas, ele parece forte, anda (gatinha), trepa a tudo, já vai comendo papa sólida, devora o biberão e arranha toda a gente enquanto as suas necessidades não estão satisfeitas. Salta constantemente da caixa para andar a explorar ou à nossa procura. A origem do nome Badé, tem um significado especial para nós como família, pois a Gaia, quando ainda balbuciava, e não falava como fala hoje, sempre que via um gato, seja fisicamente ou numa ilustração, automaticamente dizia “Badé”. E pronto, este é o Badé! 😉

P.S. – Se alguém tiver uma caixa de transporte e/ou uma caixa de areia com peneira, que não use e que não se importe de nos ceder, o Badé agradece! 😉