Canteiros Outono/Inverno e Reparar, reparar, reparar!

Nos últimos tempos, temos trabalhado e brincado na rua, onde entre cuidar do espaço, fazer pinturas ou desenhos, preparámos novas mudas para introduzir nos canteiros alimentares de outono/inverno, que acabámos de fertilizar e cobrir. Fizemos também algumas transplantações de plantas para novos vasos com mais espaço e nutrientes, para introduzirmos no espaço, assim que regressarem as primeiras chuvas. Ao mesmo tempo, tive necessidade de pessoalmente, dedicar-me a alguns projectos pendentes, relacionados com o restauro e reparação de diferentes aparelhos que recolhemos, que nos foram oferecidos ou para os quais foram requisitados os nossos serviços de restauro. Acreditamos que mais importante que reciclar, é reparar e dar nova vida ao que está estragado ou degradado. A cultura do usa e deita fora, tem os dias contados há muito tempo!

Esta semana além do trabalho do “salvamento” do macbook da nossa amiga Wendy, continuamos a desmontar e a testar, baterias velhas de portáteis para o novo projecto de energia. Reparámos ainda um candeeiro que estava completamente inutilizado com os plásticos internos de apoio e fixação todos partidos, limpámos e restaurámos duas consolas de videojogos, uma fonte de alimentação com 26 anos e um carregador de portátil a 12v. Aos poucos, vamos adicionando novas skills e competências ao nosso cardápio, pois acreditamos que cada vez será mais importante reparar para continuar a utilizar. Esta visão e conceitos são transversais a todo o nosso projecto e totalmente de acordo com um estilo de vida ecológico, onde se valorizam os escassos recursos.

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Utopia vs Realidade

Por vezes, apanhamos com o “filme” de certas “cabecinhas pensadoras”, que acham piada ao que fazemos, mas meter a massa cinzenta a processar dá muita chatice e então para estes, tudo o que fazemos e defendemos, são utopias. Na realidade, limitamo-nos a viver de forma simples, utilizando o mais possível, aquele bocado de chicha que temos entre as orelhas. Somos especialistas a fechar ciclos e a jogar o jogo da vida, com as ferramentas que a natureza nos deu. O alimento que a terra deu, foi processado no nosso organismo, excretado pelo mesmo, e o resultado, devidamente compostado e transformado de novo em solo, que hoje fertiliza os nossos canteiros, preparando-os para a próxima época produtiva. Será que é assim tão utópico? 😉

Resumindo, o ciclo da alimentação fechou-se hoje aqui, de uma forma bastante simples, num processo que demora quase dois anos, Nesse processo temos pessoas felizes e verdadeiramente ecológicas, que não poluem água potável com descargas de sanitas. Temos pessoas divertidas, curiosas e participativas no processo de peneiragem e preparação dos próximos canteiros que nos darão mais e melhor comida. Há fertilizante natural biológico em abundância a ser aplicado na produção das próximas culturas, há passeios de carrinho de mão e aulas de biologia com mãos na massa. Por fim, há também muitas sementinhas de girassol para a nossa menina recolher, trabalhando várias competências assentes em prazer, curiosidade e utilidade prática.

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Novas Criações e Restauros Vintage

Nos últimos dias, com o bom tempo no exterior, aproveitámos para trabalhar na rua criando pormenores de finalização de certos projectos. Convertemos um velho banco, numa pequena estante para o abrigo hobbit e criámos uma pala para a porta do yurt que se adequa melhor à nova tela do telhado afastando a água o mais possível da mesma. Fizemos ainda novos caminhos e um novo canteiro paralelo aos outros que já temos. A hortinha de consociações e o espaço envolvente estão a evoluir bastante e em breve vamos poder iniciar as colheitas! Algumas deixamos mesmo ir para semente, para termos semente nova para a próxima época 😉

Esta semana doaram-nos ainda uma relíquia vintage de 1975, um AIKO ATPR-412 fabricado no Japão, que estava bastante mal tratado, com o apoio interno das pilhas partido, resíduos de baterias explodidas no interior, muita poeira e mesmo lixo agarrado há décadas no plástico. Até depois da limpeza inicial, era impossível sentirmo-nos satisfeitos com o resultado e daí termos feito uma limpeza mais profunda até que o pudéssemos testar e utilizar devidamente. A grande vantagem deste aparelho é que além da sua versatilidade, com diferentes tipos de entradas e saídas, é que permite ser conectado a 110, 220 ou 12 volts. Está a funcionar, tem um som bastante agradável e temos aproveitado para usá-lo como rádio portátil, ligado directamente ao painel solar por ficha de isqueiro a 12v. Consta até da listagem da radiomuseum.org em: https://www.radiomuseum.org/r/aiko_atpr412atpr_41.html

Banhos na Dorna, Horta e Canteiros Experimentais

Com o calor dos últimos dias temos aproveitado para umas banhocas de água de furo na dorna de captura de água da chuva. Ao final do dia temos cuidado da rega e manutenção da horta, aproveitando para recolher preciosos frutos que o nosso espaço nos tem dado. O canteiro das três irmãs em espiral que idealizámos a semana passada, está em crescimento exponencial e realmente podemos comprovar que no espaço de uma semana tudo evoluiu muito mais rapidamente que o normal. Já nos estamos a preparar para adicionar a abóbora germinada para produzir a desejada cobertura de solo ajudando o milho e o feijão no processo. Iniciámos ainda outro canteiro experimental de milho em fardo de palha que além de ser fonte de carbono ajuda a manter a humidade. Em breve saberemos se terá resultados práticos a longo prazo! 😉

Evolução do Jardim/Horta – Março 2017

Por fim, hoje concluímos a descompactação do solo e libertação de lixo do espaço ocupado pelo primeiro canteiro da futura horta. Infelizmente este trabalho é demorado e duro pois a conta gotas e a cada cavadela saem dois ou três bocados de plástico, cabos ou pedaços de chapa lusalite, entre outros tipos de lixo. Temos de pensar em resolver este problema de uma forma mais rápida e eficiente que não envolva custos, mas por agora temos de ser mesmo nós e devagar devagarinho. De qualquer forma, este está pronto para ser coberto por palha no topo e caruma ou estilha de pinheiro nas valas de infiltração. Adicionaremos também vasilhas de barro não vidradas, como principal sistema de irrigação, enquanto não avançarmos para o próximo estádio de evolução. Em breve vamos poder colocar alguns vegetais na terra, por hoje deixámos o solo protegido e coberto com cartão para evitar que o sol remova a humidade e mate os microorganismos de que tanto necessitamos  😉

Temos vindo também a libertar e a cuidar das plantas que introduzimos e propagámos. A primavera chegou e finalmente tudo está com rebentos ou já em flor. Nas figueiras surgem novas folhas e minifigos. Nos citrinos aparecem também novas folhas e algumas flores. As ameixeiras, uma das nossas pereiras, o sabugueiro, as alfazemas, o rosmaninho, os alecrins, a consolda, uma das nossas variedade de salva e todas as calêndulas estão em flor. Surgem novas folhas também no marmeleiro, nos loureiros, no medronheiro, no funcho, na erva cidreira, nas hortelãs e na segurelha. Resumindo tudo se está a desenvolver muito bem e a ficar cada vez mais forte. Na última imagem, podem ver o compostor quase pronto para ser aberto e aplicado o seu conteúdo em todas as árvores e arbustos! 😉

 

Diversidade

Diversidade é algo muito importante tanto para o mundo natural como para a actividade humana. Por cá começamos a sentir de novo o bicho do planear, estudar e preparar elementos a introduzir no nosso espaço em 2017. Temos vindo a estudar o sistema de canteiros a utilizar na horta e hoje no Abrigo Hobbit, em família, iniciámos o estudo da futura capoeira com ajuda da nossa artista de serviço! 😉 Ao mesmo tempo, fazem-se trabalhos de manutenção, como a reparação do portão danificado há umas semanas pelo vento forte, a observação da evolução do material nos compostores ou o corte e largada de ervas mais altas para permitir que o Sol incida em plantas mais rasteiras. Podam-se árvores e recolhem-se ramos para ficarem no telheiro a secar e futuramente alimentar os nossos sistemas de lenha. Brinca-se lá fora ao som dos passarinhos e dos gatos com o cio e aproveita-se o Sol para secar a roupa, carregar o sistema energético da casa e todos os aparelhos electrónicos com baterias. Ao mesmo tempo as nossas baterias internas carregam também e para acabar em beleza, nada como um belo banho de água bem quente, aquecida a lenha na nossa bailarina! 😉 O dia hoje foi bastante diverso e o bom tempo desta semana tem sido animador contrariamente ao que virá por aí nas próximas semanas de Inverno, quando regressar a chuva e o frio.

 

Canteiros de Batatas Verticais / Vertical Potato Beds

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Este é o progresso dos nossos canteiros verticais de batatas. É uma técnica que utiliza a altura em combinação com a adição de solo e cobertura que permitirá que mais batatas se desenvolvam ao longo do caule que vai sendo soterrado à medida que planta cresce.

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This is the result we’re getting on our vertical potato beds. It’s a Technique that uses height in combination with soil and mulch covering. This will allow more potatoes to grow alongside the stalk that will be getting covered while the plant is developing.

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Mais canteiros / More beds.

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Continuamos a preparação de mais canteiros para plantarmos o máximo de espécies possível. O espaço está a ficar cada vez mais bonito e apto para produzir num futuro próximo, parte da nossa necessidade alimentar. Aqui apenas temos plantado por enquanto, Hortelã-Pimenta, Malvas e alguns SabugueirosEm breve plantaremos outras espécies.

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We continue to prepare more beds so we can plant the most possible amount of species. The area is getting prettier and gradually getting the ability to provide us in the near future, part of our food needs. For now we only have planted peppermint, Malva and some Sambucus (elder or elderberry). We’ll soon plant some more species.

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Continuação dos Canteiros.

Esta semana continuamos a tratar dos canteiros exteriores do nosso espaço. Vamos trabalhando à medida que vamos conseguindo cartão e palha.

Visto que estamos dependentes da chegada ou não destes recursos ao nosso espaço, o processo decorre ao longo do tempo e não num momento exacto como seria de desejar. De qualquer forma está tudo a ficar com óptimo aspecto e temos já bastantes plântulas para ocuparem esses canteiros.

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Evolução dos Nossos Canteiros.

E lá continuamos com a finalização dos nossos canteiros complementados por três novas torres verticais para produção de alimento e aromáticas para a nossa farmácia natural.

Estes últimos dias andámos ocupados a recolher elementos para finalizar e colocar definitivamente as plantas na terra. Ainda muito timidamente e com muito para aprender, é também uma experiência para nós os primeiros passos na produção de algumas espécies vegetais para consumo próprio, criando condições para atrair insectos benéficos e favorecer o controlo de possíveis pragas.

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Avanço nos canteiros.

Durante o dia de hoje demos um bom avanço na finalização de parte dos nossos canteiros. Adicionar terra, cartão e palha para proteger o solo do calor ou da falta de humidade. Desta forma, diminuímos a quantidade de água de rega, mantemos a humidade no solo e controlamos de alguma forma o aparecimento de outras plantas indesejadas. Alhos, Morangos, Alecrim, Malvas, Erva Príncipe, Sabugueiro e Erva de São Roberto, já se encontram nos canteiros. Em breve adicionaremos mais espécies que já estão na estufa à espera de irem para a terra.

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Parece que a primavera chegou.

Que bom que é poder andar de calções, sair e fazer tudo na rua. Esta manhã brindou-nos com bastante sol e uma excelente temperatura para actividades no exterior, tais como arejar a estufa, limpar as ferramentas, tratar dos animais e do seu espaço, retirar o chorume das minhocas que foi diluído e aplicado nos canteiros e nos vasos.

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Parece que a primavera chegou! O nosso diospireiro já está a “rebentar”;)

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Construção de Solo e Embelezamento do Espaço

Durante ontem e hoje estivemos a tratar de mondar, adicionar cinza, terra e matéria orgânica aos canteiros que circundam o espaço e de substituir parte da vedação que se encontrava desenquadrada do ambiente que pretendemos criar.

Verificámos que pelo menos três Sabugueiros encontram-se “pegados” e estamos a tentar embelezar o espaço ao mesmo tempo que criamos condições para a produção de mais alimento.

A relva que nos foi cedida também está a pegar e neste momento é este o aspecto do espaço:

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Limpar e Reparar – Reutilizar

Ontem felizmente esteve um dia de primavera no nosso espaço. Começamos logo cedo a limpar e a reparar mais uns estragos dos dias consecutivos de pluviosidade.

Removemos terra que caiu, mas aproveitámos para reutilizá-la em locais onde trará mais valor, nomeadamente no local que pretendemos gradualmente elevar o solo para criar mais canteiros elevados, circundando a habitação, de forma a que nos permita não só produzir mais alimento como também reparar o próprio solo e a sua estrutura.

Sucessivamente adicionaremos a este local, camadas de composto das nossas minhocas, cartão, palha, “ervas daninhas” acabadas de colher, para desta forma termos um solo mais rico e completo.

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Pretas Lusitânicas à Solta.

Durante algumas abertas, resolvemos deixar as nossas meninas soltas pelo espaço para observarmos a sua interacção com o mesmo. Pela primeira vez arriscaram-se a percorrer novos caminhos e aproximarem-se dos canteiros. Queríamos entender até que ponto elas poderiam danificar as nossas culturas. Realmente dirigiram-se aos mesmos e embora não se tenham alimentado de nenhuma das espécies plantadas, o seu comportamento de esgravatar o solo poderia pôr em risco as referidas culturas. Decidimos por enquanto mantê-las nos seu espaço que enchemos de coisas boas, neste caso muitas couves que elas adoram.

Depois de terem passado pela fase de mudança de penas durante o mês de Dezembro, voltaram agora a colocar mais ovos e com maior frequência.

Estão felizes e nós também! 😉

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Mudas de Plantas.

Ainda durante a manhã de hoje e depois de tratarmos do espaço das nossas Pretas, procedemos a algumas mudas de plantas para os canteiros que temos vindo a reparar ao longo do tempo.

Fizemos mudas de plantas que germinámos ou propagámos. Neste caso, Alho, Erva Príncipe e Couve Galega.

Ainda estamos a dar passos pequenos quanto ao plantio de espécies e consociações de plantas, e sabemos que temos muito que aprender, mas por enquanto estamos a passar por uma fase de observação e experiências de acordo com a resposta da própria natureza em relação ás culturas que estão adaptadas ao clima e solo do nosso espaço.

Colocámos os alhos num canteiro com alguns bolbos de Erva Príncipe pelo meio e as Couves Galegas foram para outro canteiro, pois sabemos que não se devem juntar alhos ou cebolas com couves pois formam uma consociação desfavorável.

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Preparação de canteiros.

Hoje entre muitas outras coisas, foi dia de preparar um pequeno espaço que faz fronteira com a vedação e que foi convertido em canteiros.

Primeiro separámos o lixo dos sacos de borra de café que nos deram.

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Espalhámos a borra no terreno que ontem tínhamos revolvido ligeiramente.

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Adicionámos chorume das nossas minhocas e fizemos a cobertura de solo com caruma seca.

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Finalmente plantámos algumas espécies que tínhamos germinadas em covetes! 😉