Utopia vs Realidade

Por vezes, apanhamos com o “filme” de certas “cabecinhas pensadoras”, que acham piada ao que fazemos, mas meter a massa cinzenta a processar dá muita chatice e então para estes, tudo o que fazemos e defendemos, são utopias. Na realidade, limitamo-nos a viver de forma simples, utilizando o mais possível, aquele bocado de chicha que temos entre as orelhas. Somos especialistas a fechar ciclos e a jogar o jogo da vida, com as ferramentas que a natureza nos deu. O alimento que a terra deu, foi processado no nosso organismo, excretado pelo mesmo, e o resultado, devidamente compostado e transformado de novo em solo, que hoje fertiliza os nossos canteiros, preparando-os para a próxima época produtiva. Será que é assim tão utópico? 😉

Resumindo, o ciclo da alimentação fechou-se hoje aqui, de uma forma bastante simples, num processo que demora quase dois anos, Nesse processo temos pessoas felizes e verdadeiramente ecológicas, que não poluem água potável com descargas de sanitas. Temos pessoas divertidas, curiosas e participativas no processo de peneiragem e preparação dos próximos canteiros que nos darão mais e melhor comida. Há fertilizante natural biológico em abundância a ser aplicado na produção das próximas culturas, há passeios de carrinho de mão e aulas de biologia com mãos na massa. Por fim, há também muitas sementinhas de girassol para a nossa menina recolher, trabalhando várias competências assentes em prazer, curiosidade e utilidade prática.

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Camadas, Consociações e Proteção inter-Espécie e Fecho de Ciclos

Concluímos a nossa instalação experimental em forma de espiral, utilizando Milho, Feijão e Abóbora (três irmãs) com total exposição solar de Sul e protegidos exteriormente por uma linha de girassol e um limoeiro a Norte! Em breve iremos introduzir mais conceitos experimentais relacionados com a produção de alimento em altura e em fardos de palha! 😉

Todas as nossas espécies, são plantadas no mais rico substracto obtido da compostagem dos nossos próprios dejectos! Aqui está uma lição muito importante que todos deviam aprender relativamente ao fecho completo do ciclo da alimentação! Deixemo-nos de hipocrisias! Há solução biológica e natural para o problema do saneamento básico e não há qualquer justificação para no futuro utilizar-se  água potável no transporte de dejectos. A solução é exactamente a compostagem e posterior utilização desta matéria no aumento da fertilidade do solo para gerar o nosso alimento! No seguintes esquemas podem ver os dois sistemas. O convencional poluente e o ciclo fechado. Isto sim, é verdadeira ecologia e sustentabilidade! 😉

Abundância em Mudas, Composto, Minhocas, Horta e Fruta

Durante a manhã tratámos de verificar as mudas e germinações que estão prontas. De seguida abrimos e desmontámos em definitivo o compostor que estava em repouso há mais de um ano, pois este é um dos três compostores onde transformamos eficazmente dejectos humanos e serradura num maravilhoso composto que podemos utilizar inclusive na horta, desmistificando qualquer preconceito relacionado com o tratamento deste tipo de resíduos. O erro é mesmo só para quem aperta o botão do autoclismo levando em água potável, dejectos que são reunidos em grandes quantidades e causando focos de poluição que destroem tudo no seu percurso até ao mar.

A inspectora de serviço ainda verificou a presença de minhocas Eisenia foetida que ajudaram no processo de produção deste maravilhoso composto que de seguida utilizámos em algumas plantações de hoje. Demos ainda um jeito numa ameixeira que evoluiu bastante, de forma a manter um aspecto mais estruturado e sem ramos ladrões. A Pereira que está próximo e a viver entre dois compostores, está a produzir muito mais do que em qualquer dos outros anos. Ora vejam na imagem e contem a quantidade de fruta! 😉

 

Manutenção, Germinações e o Primeiro Canteiro Exclusivo para Produção Alimentar

Esta semana temos andado de volta da arrumação e limpeza de materiais e manutenção dos conceitos habitacionais, preparando a visita guiada que vamos receber amanhã. Tratámos também de recuperar as bicicletas que estiveram o inverno todo debaixo de capas que acabaram por romper com os ventos fortes e estavam cheias de bicharada e sujidade. Constantemente temos tratado da manutenção do espaço cortando ervas em espaços críticos, libertando as que pretendemos que se desenvolvam. Ao mesmo tempo observamos as mudanças no tamanho das árvores que plantámos, sentimos o cheiro das flores, e criamos momentos de brincadeira na rua, aproveitando para desenvolver actividades com a nossa pequenota.

Continuamos a cuidar das germinações e a preparar as mesmas para serem transferidas em breve para o canteiro que terminámos hoje. É isso mesmo, hoje ao final da tarde metemos mãos na massa forte e feio, nivelando finalmente o nosso primeiro canteiro para produção alimentar, o qual foi coberto de seguida com uma camada fina do nosso próprio composto que estava em cura há quase um ano e por fim, distribuímos camadas generosas de palha ao mesmo tempo que regámos para que a mesma aderisse ao formato do solo! 😉

 

Cobertura de solo e composto

Aproveitámos o tempo farrusco de hoje, para passar o dia na rua a tratar de alimentar as nossas espécies com composto e cobrir o solo ao seu redor com matéria cortada para manter a humidade e alimentar as plantas a médio prazo. Continuamos com a saga que recolocar algumas espécies que não ficaram plantadas num local propício durante o workshop de dia 30, mas a cada dia que passa tudo se está a compor. Aproveitámos para fazer novas mudas e preparar mais espécies para incorporarem o nosso sistema.

Ainda finalizámos um dos pontos de água reutilizando peças que tinhamos recolhido anteriormente, permitindo chegar com a mangueira a todo o lado, facilitando a rega e futuramente a alimentação do lago.

Depois do trabalho feito, foi altura de regar, tomar um banho de água quente a lenha e preparar as actividades dos próximos tempos! 😉

 

Identificação de Árvores e Localização Relativa / Tree identification and Relative Location

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Identificámos a maior parte das árvores que já se encontram estabelecidas e em produção. Elas tomam a sua parte no planeamento dos elementos que pretendemos implementar. Por exemplo, a capoeira, o sistema de compostagem e o minhocário partilharão o mesmo espaço com uma pereira! As galinhas produzirão estrume, que será incorporado no compostor, o minhocário providenciará algum alimento para as galinhas, tal como as peras que cairão da árvore! Depois do composto pronto, este será aplicado no solo a toda a volta da pereira para fechar o ciclo! 😉

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We identified most of the trees that are already established and in production. They take part on the planning for the elements that we want to implement. For instance, the chicken coop, the composting system and the worm nursery will share the same space with a pear tree! The chickens will produce manure, that we’ll incorporate in the composter, the worm nursery will provide some food for the chickens as well as the pear fruits from the pear tree! After the compost is ready it will be applied back in the soil all around the pear tree to close the cycle! 😉