Horta, Evolução e Recolha de Sementes Adaptadas

Enquanto trabalhamos em várias actividade, investimos e vemos a nossa modesta hortinha a evoluir de dia para dia! O milho está a desenvolver-se bem e a polinizar-se, o feijão está em flor, os plantados inicialmente já têm vagem. A hortelã, a alfazema, a cidreira, o tomilho, os oregãos e a segurelha estão em flor,  as abóboras tâm as folhas a crescerem bem e esperamos ansiosamente o surgimento das primeiras flores. Temos debulhado algum grão e feijão todos os dias, os tomates estão a amadurecer e são variados, as couves já foram apanhadas e estão a aguardar a transformação em sauerkraut, Depois dos Figos, das Ameixas bravias, das Pêras iniciais, recolhemos neste momento diariamente Ameixas (Rainhas Claúdias). As pêras rocha estão quase no ponto para recolhermos, partilharmos e conservarmos. Os girassóis já espreitam, as cebolas já estão a largar as sementes que estamos a recolher e muito mais coisas que aos poucos vamos retirando do terreno, armazenando estas primeiras sementes para o nosso banco que iremos multiplicar no próximo ano certamente. Este início de horta foi demorado pois além das várias actividades em curso, estamos focados em iniciar de raiz todo o ciclo das nossas novas plantas, germinando tudo de semente, para termos um sistema mais forte e adaptado no futuro.

Debulhando Grão e Feijão

A pequenota cá de casa adora apanhar caracóis, debulhar grão e estes nossos primeiros feijões. Está a ficar uma especialista e a tomar contacto com todo o ciclo das plantas, com o cheiro e a textura de cada uma delas bem como das suas vagens e sementes. Ainda hoje o cheiro intenso e doce dos tomateiros me trouxe memórias de infância que embora tenha sido vivida na cidade, me remete para a horta que o meu pai teve quando eu era pequeno. Estas são as nossas primeiras sementes completamente adaptadas ao nosso espaço e passarão a fazer parte do nosso banco de sementes para serem utilizadas no próximo ano! As pêras continuam a crescer na árvore e nós à espera que estejam prontas para as apanharmos. A foto é apenas de um ramito! 😉

 

Mais Colheitas e Plantações Experimentais

Nos últimos dias temos vindo a colher brássicas que iremos fermentar e utilizar em crú na nossa dieta. Colhemos também várias plantas de grão para obtermos as nossas sementes já adaptadas e com memória genética, a utilizar nas próximo ciclo reprodutivo. O debulhar do grão foi feito com a ajuda da nossa menina que adorou tirar os grãos das cápsulas! Ao mesmo tempo, concluímos o segundo canteiro em espiral com milho abóbora e feijão, distribuíndo todas as plântulas de Abóbora por outros canteiros e no fardo de palha humedecido e fertilizado com composto. Sabemos que as abóboras provavelmente já vão tarde, mas como temos um microclima especial, pode ser que consigamos ainda alguma coisa até ao Outono!  Por fim, cobrimos tudo com bastante palha para manter a humidade no solo e nutrir o mesmo com carbono! 😉

Novo Canteiro Três Irmãs em Espiral

Na continuação do primeiro canteiro, a Maria sobre o olhar atento da Gaia, esteve a preparar as covas para plantar um novo canteiro em espiral com milho e o feijão! Já temos a abóbora pronta para incorporar os mesmos e finalizar a consociação que desejamos em ambos os canteiros. Ao final do dia e depois da rega, aproveitei para remover ervas e cobrir os espaços entre canteiros com palha. A cada dia que passa a horta vai-se compondo! 😉

Camadas, Consociações e Proteção inter-Espécie e Fecho de Ciclos

Concluímos a nossa instalação experimental em forma de espiral, utilizando Milho, Feijão e Abóbora (três irmãs) com total exposição solar de Sul e protegidos exteriormente por uma linha de girassol e um limoeiro a Norte! Em breve iremos introduzir mais conceitos experimentais relacionados com a produção de alimento em altura e em fardos de palha! 😉

Todas as nossas espécies, são plantadas no mais rico substracto obtido da compostagem dos nossos próprios dejectos! Aqui está uma lição muito importante que todos deviam aprender relativamente ao fecho completo do ciclo da alimentação! Deixemo-nos de hipocrisias! Há solução biológica e natural para o problema do saneamento básico e não há qualquer justificação para no futuro utilizar-se  água potável no transporte de dejectos. A solução é exactamente a compostagem e posterior utilização desta matéria no aumento da fertilidade do solo para gerar o nosso alimento! No seguintes esquemas podem ver os dois sistemas. O convencional poluente e o ciclo fechado. Isto sim, é verdadeira ecologia e sustentabilidade! 😉

Rodagem, Descanso e Espiral Três Irmãs

Durante a manhã de hoje fomos dar uma volta com a carrinha para libertar o cheiro a tinta e para dar-lhe uns quilómetros de rodagem, pois tem estado aqui parada nas últimas semanas e ela gosta é de movimento! 😉 Depois do almoço o calor aperta e nada como o merecido descanso a sombra do abrigo hobbit, depois destas semanas intensas a recuperar o chão da carrinha.

Ao fim do dia, regressamos aos trabalhos na horta e mais uma vez estamos a investir na criatividade e experimentação dos conceitos de produção alimentar. Vamos criar o mais condensado possível, uma espiral utilizando a técnica de consociação com o nome três irmãs, ou seja, milho, feijão e abóbora. Mais informação em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Três_Irmãs_(agricultura)

Transplantações e Consociações

Finalmente começamos a transplantar culturas alimentares para o canteiro elevado. Continuamos a aguardar a germinação de outras espécies que formarão mais consociações desejadas, ao mesmo tempo que vamos aplicando fixadores de nitrogénio no solo. Couve, espinafre, complementados de grão de bico e feijão já está! 😉

Dia Fantástico para Trabalhar lá Fora

Fomos presenteados com mais um fantástico dia primavera, em que iniciámos o processo de germinação de três variedades de feijão, duas variedades de milho e ainda outras sementes especiais. Vamos tentar que o nosso milho azul dos índios norte-americanos germine, esperando que a semente não tenha perdido a sua viabilidade. As plântulas de grão de bico, parecem estar a desenvolver-se bem e espalhámos pelo terreno, sementes de camomila, calêndula e mostarda, ao mesmo tempo que recolhíamos hortã-pimenta e consolda. A hortelã, ficará temporariamente a aromatizar o yurt e a consolda foi desidratada no velhinho forno solar com destino a infusões e macerações. Fizemos experiências com propagação de consolda e sabugueiro por estaca que esperamos que resultem, a ver vamos!

Ainda no exterior encontrámos um dos nossos “habitantes”, provavelmente a controlar a população de um “primo” que poderia causar estragos!

Finalmente, metemos mão na massa para fazer o nosso maravilhoso xarope de flor de sabugueiro que ficará durante algumas semanas a apurar até poder ser degustado! Só o cheiro é divinal! 😉

Já da parta da tarde libertámos mais uma área no yurt com o objectivo de ter um espaço maios e mais permanente de convívio e brincadeira junto ao solo, para nós e para a nossa menina! 😉

Plântulas / Seedlings

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Temos continuado a semear e já temos mais plântulas de Girassol, Alface, Feijão, Tomate Cherry e Milho a desenvolverem-se na nossa pequena estufa.

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We have continued to sow some more seeds, and right now we have more Sunflower, Lettuce, Beans, Cherry Tomato and Corn Seedlings developing in our little greenhouse.

As Três Irmãs / The Three Sisters

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Em breve plantaremos em canteiro elevado as três irmãs – Abóbora, Milho e Feijão. Estamos a pensar criar um canteiro  numa pallet e aí aplicarmos esta técnica com um menor espaçamento. Só a experiência dirá se teremos resultados positivos.

Mais informação (Em Inglês): http://en.wikipedia.org/wiki/Three_Sisters_(agriculture)

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We will soon plant the three sisters – Squash, Corn and Beans. We are planing creating a raised bed on a pallet and apply this technique with less distance between plants. Only the experience will tell if we will succeed.

More info: http://en.wikipedia.org/wiki/Three_Sisters_(agriculture)

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Preparando “as Três Irmãs”.

No nosso espaço, vamos utilizar uma técnica ancestral que já era conhecida pelos nativos norte americanos. É conhecida como “as três irmãs”, onde o milho, o feijão e a abóbora são plantados juntos e intercalados para obtermos variados benefícios.

O milho servirá de suporte estrutural ao feijão que o vai trepar. Ao mesmo tempo servirá de abrigo a insectos predadores que se alimentarão de possíveis agressores ao feijão.

O feijão fixará nitrogénio no solo, para que no próximo ano o milho o possa utilizar, visto que o milho necessita desse nutriente em quantidade. Ajudará também a planta do milho a ficar mais estável na sua conexão ao solo protegendo de ventos mais fortes.

A abóbora cobrirá o solo com as suas folhas, protegendo o solo contra a perda de humidade e controlando o crescimento de outras plantas rasteiras indesejadas. Ao mesmo tempo servirá de abrigo a insectos predadores que se alimentarão de possíveis agressores ao feijão e ao milho.

Só vantagens! 😉

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Para saberem mais podem consultar a seguinte ligação em Inglês:
http://www.reneesgarden.com/articles/3sisters.html

Debulhando Feijão.

Lembram-se daquela cultura tardia de feijão no nosso espaço, com o objectivo de fixar nitrogénio no solo?

Pois bem, depois de termos apanhado as vagens ainda verdes, antes das chuvadas deste mês, deixámos as mesmas a secar num saco de papel por cima da salamandra…

Hoje fomos verificar como estavam e… os nossos primeiros feijões desta espécie completamente adaptados ao nosso espaço transportando consigo a memória genética necessária a poderem ser utilizados no próximo plantio e a poderem devolver a sua adaptação sob a forma de abundância! 😉

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Bolo de Cenoura com Farinha de Arroz e Feijão.

Ainda durante o dia de hoje moemos arroz integral e feijão vermelho para fazermos um bolo caseiro a lenha para consumo próprio.

Ambas as farinhas têm valores nutricionais e propriedades excelentes quando consumidas nesta forma. Por outro lado permitem fazer massas e bolos sem glúten.

Adicionámos cenoura e em breve vamos poder provar esta maravilha que já está no forno! 😉

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Ainda sem horta feita.

Ainda sem horta, pois ainda estamos na fase da recuperação de solo, foi possível retirar de uma porção de espaço uma tardia colheita de feijão. com esta pequena cultura fixámos nitrogénio no solo e ao mesmo tempo conseguimos obter mais feijões do que os que plantámos.

Este novos feijões terão já em si a memória genética do nosso espaço e estarão na próxima época mais aptos e mais resistentes às adversidades que poderão encontrar no nosso solo.

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