Canteiros Outono/Inverno e Reparar, reparar, reparar!

Nos últimos tempos, temos trabalhado e brincado na rua, onde entre cuidar do espaço, fazer pinturas ou desenhos, preparámos novas mudas para introduzir nos canteiros alimentares de outono/inverno, que acabámos de fertilizar e cobrir. Fizemos também algumas transplantações de plantas para novos vasos com mais espaço e nutrientes, para introduzirmos no espaço, assim que regressarem as primeiras chuvas. Ao mesmo tempo, tive necessidade de pessoalmente, dedicar-me a alguns projectos pendentes, relacionados com o restauro e reparação de diferentes aparelhos que recolhemos, que nos foram oferecidos ou para os quais foram requisitados os nossos serviços de restauro. Acreditamos que mais importante que reciclar, é reparar e dar nova vida ao que está estragado ou degradado. A cultura do usa e deita fora, tem os dias contados há muito tempo!

Esta semana além do trabalho do “salvamento” do macbook da nossa amiga Wendy, continuamos a desmontar e a testar, baterias velhas de portáteis para o novo projecto de energia. Reparámos ainda um candeeiro que estava completamente inutilizado com os plásticos internos de apoio e fixação todos partidos, limpámos e restaurámos duas consolas de videojogos, uma fonte de alimentação com 26 anos e um carregador de portátil a 12v. Aos poucos, vamos adicionando novas skills e competências ao nosso cardápio, pois acreditamos que cada vez será mais importante reparar para continuar a utilizar. Esta visão e conceitos são transversais a todo o nosso projecto e totalmente de acordo com um estilo de vida ecológico, onde se valorizam os escassos recursos.

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Realidade, Manutenções e Doações.

Viver desta forma e querer fazer evoluir um espaço de forma ecológica e sustentável, é sinónimo de muito trabalho e pouco descanso, ao contrário daquilo que te é vendido nos cursos de permacultura e nos videos do youtube. Geralmente parece que basta um grande planeamento inicial (que se parte do princípio que já tens todos os conhecimentos para poderes fazer esse grande planeamento, o que nunca corresponde à realidade), e depois, momentos de acção, que geralmente envolvem alguma gente nova, muito saudável e evoluída espiritualmente, que voluntariamente irá fazer o trabalho por ti. Na prática e na realidade, em condições normais, terás de ser tu a meter mãos na massa e fazer o teu percurso sozinho, porque cada um tem a sua vida e muito poucos ou nenhuns se chegam à frente para te ajudar, mesmo os teus amigos que acham piada ao que andas a fazer. Por outro lado, se queres ajuda à séria e não tens como pagar essa ajuda ou até com quem trocar serviços, lamento informar-te mais vais ter de meter mãos na massa a dobrar e contares apenas contigo. Daí a nossa abordagem ser a de mostrar que na realidade, são os conjuntos de pequenas acções diárias feitas por nós, que resultam a longo prazo na busca por uma maior auto-suficiência e crescimento pessoal.

Os últimos dias têm estado fantásticos para trabalhar na rua e é aí que temos concentrado os nossos esforços. Já temos o espaço todo “tosquiado”, as plantas mais importantes libertadas e as árvores conduzidas para um melhor e mais rápido crescimento. Recentemente foram-nos doados dois objectos de grande volume, os quais não poderíamos ter recolhido sem a nossa preciosa relíquia, a nossa carrinha multifuncional de 1982, que acabou de completar 36 anos, 147.000km, e que nos levou tranquilamente esta semana até Lisboa, onde fomos recolher um compostor para o espaço das galinhas e uma máquina de costura antiga a pedal em versão condensada, de uma amiga do coração que a têm desde 1950. Quem nos doa objectos sabe que além de os recuperarmos e/ou estimarmos realmente, estes nunca ficarão esquecidos ao tempo ou abandonados num barracão.  Obrigado pelas fantásticas ofertas. Em cada uma delas, há sempre um sentimento de reconhecimento pelo nosso trabalho e confiança de que estes objectos, terão uma segunda vida digna, no nosso projecto de ecologia. Obrigado! 😉

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Investe o Teu Tempo e Energia a Criar a Abundância que Tanto Desejas

Os últimos dois dias foram realmente energizantes. O clima ameno, juntamente com um Sol quente e confortável, dá-nos a oportunidade de investirmos o nosso tempo e energia a criar a abundância que desejamos. Há que meter as mãos na terra e plantar em quantidade e em diversidade. Só hoje, plantámos Mirtilo, Rosmaninho, Alfazema, Arruda e Tomilho, além de termos colhido calêndulas e Acelgas selvagens para o nosso próprio consumo.

A primavera chegou em força e temos flores e rebentos a explodir por todo o lado. As árvores estão também a florir e até já temos o primeiro figo da época. A energia fotovoltaica capturada durante o dia, manteve a bateria carregada no máximo, ao mesmo tempo que carregámos todos os outros aparelhos do nosso dia a dia. O nosso reservatório está cheio de água chuva gratuita e nada como aproveitar para regar as árvores, juntamente com urina diluída que recolhemos previamente em garrafões reutilizados, para aumentarmos a fertilidade do solo.

Preparámos ainda novas mudas e propagações e ainda cobrimos os caminhos principais com casca de pinheiro não apenas para facilitar a deslocação pelo espaço devido à lama, mas como forma de incorporar mais matéria benéfica no solo.

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Recebendo Família

Esta semana ao mesmo tempo que fazíamos a manutenção dos conceitos recebemos a visita dos meus pais que deram uma ajuda preciosa, seja a brincar e a cuidar da neta enquanto trabalhávamos com afinco, ou mesmo metendo as mãos na massa, lixando e pintando connosco! 😉 Ainda nos trouxeram um novo Limoeiro e uma Laranjeira que plantámos em família e que a Gaia fez questão de ir regar interrompendo as suas “tarefas” na sua nova cozinha exterior feita com materiais reciclados ou reutilizados! 😉

Germinações e Plantações

Aproveitando o clima, temos investido tempo no exterior aproveitando para germinar e plantar mais elementos pelo nosso espaço. Ontem, semeámos e plantámos Calêndulas, Cebolas, Erva de São Roberto, Alfazema, Hortelã, Mostarda e Alecrim. Na horta, o Grão está em flor, os Espinafres e o Feijão também se estão a desenvolver juntamente com as Couves Coração.

Manutenção, Germinações e o Primeiro Canteiro Exclusivo para Produção Alimentar

Esta semana temos andado de volta da arrumação e limpeza de materiais e manutenção dos conceitos habitacionais, preparando a visita guiada que vamos receber amanhã. Tratámos também de recuperar as bicicletas que estiveram o inverno todo debaixo de capas que acabaram por romper com os ventos fortes e estavam cheias de bicharada e sujidade. Constantemente temos tratado da manutenção do espaço cortando ervas em espaços críticos, libertando as que pretendemos que se desenvolvam. Ao mesmo tempo observamos as mudanças no tamanho das árvores que plantámos, sentimos o cheiro das flores, e criamos momentos de brincadeira na rua, aproveitando para desenvolver actividades com a nossa pequenota.

Continuamos a cuidar das germinações e a preparar as mesmas para serem transferidas em breve para o canteiro que terminámos hoje. É isso mesmo, hoje ao final da tarde metemos mãos na massa forte e feio, nivelando finalmente o nosso primeiro canteiro para produção alimentar, o qual foi coberto de seguida com uma camada fina do nosso próprio composto que estava em cura há quase um ano e por fim, distribuímos camadas generosas de palha ao mesmo tempo que regámos para que a mesma aderisse ao formato do solo! 😉

 

Germinações, Carregar Palha, Recolher Aparas de Madeira e Limpar a Carrinha

Hoje ao mesmo tempo que se lida com uma constipação de época, nada como dar cabo do resto do cabedal com actividades no exterior. Durante a parte da manhã, continuámos a germinar, a plantar e a cortar espécies indesejadas, cobrindo o solo em torno de árvores ou plantas que estavam saturadas de erva. Logo depois do almoço arranquei com a carrinha para uma quinta aqui perto para ir buscar 8 fardos de palha para a horta e 2 para o compostor. A carrinha levou 10 mas cabiam uns 14 à vontade. Ainda fui buscar aparas de madeira que recolhi na carpintaria dum vizinho para utilizar nos sistemas sanitários secos. No fim de carregar, descarregar tudo, arrumar e limpar a carrinha toda ficando operacional para a próxima tarefa! 😉

Germinar, Plantar, Mudar, Manter e Colher

Hoje foi mais um dia passado na rua a germinar, plantar, mudar, manter e colher. O nosso composto já está pronto e estamos já a utilizá-lo juntamente com o nosso solo para criarmos o nosso estrato utilizando-o também nas mudas e germinações. Ao mesmo tempo, os insectos polinizadores fazem a sua magia, nós observamos cortamos e largamos ervas, recolhemos flores para comer ou macerar e sementes para reproduzirmos ou armazenarmos.

Mantendo o nosso Jardim Comestível

Como parte da manutenção de inverno continuamos com a poda das árvores de fruto de forma a facilitar a entrada de luz, reduzir a energia gasta pela árvore na produção de folhas e concentrar a mesma na produção de fruto. Estamos no processo de domínio da arte e esperamos estar no bom caminho. As podas resultantes estão a ser armazenadas no telheiro da lenha para secarem e servirem dentro de pouco tempo para pegar os nossos sistemas de aquecimento a lenha! 😉 Estivemos em família, durante toda a manhã a embelezar o nosso jardim comestível e a torná-lo mais produtivo. Fizemos ainda uma tentativa de recuperação de uma romãzeira  e uma macieira que nos ofereceram, dando-lhes tb um corte acentuado e envasando-as com a terra do nosso espaço. Hoje ainda me aventurei e o duche foi no exterior com água fria! A alguns pode soar a loucura, a mim faz-me sentir que estou vivo! 😉

Eucaliptos e Bananeiras

Durante o início do dia aproveitámos para trabalhar no exterior. Plantámos mais duas bananeiras no círculo e ainda 4 elementos de uma nova espécie que não tínhamos ainda integrado no nosso espaço, o eucalipto. O eucalipto é uma árvore fantástica, que além de medicinal e aromática, pode ser utilizada com imensos fins. Por exemplo as folhas são utilizadas por nós com regularidade, em produtos medicinais e de higiene natural, bem como para aromatizar os espaços. Ao contrário do que possam pensar, de forma controlada e nos locais indicados, o eucalipto oferece a oportunidade de rapidamente criar matéria orgânica ajudando na fertilização e devolução de nutrientes e água ao solo, depois de cortado e depositado no mesmo.

O problema que tanto nos aflige são as monoculturas. Qualquer monocultura é prejudicial em todos os pontos de vista, ainda mais a intensivas como a do pinheiro e eucalipto no nosso país, onde hectares e hectares são explorados e degradados para depois essa matéria ser vendida e retirada do espaço onde deveria ser integrada.

Felizmente, num projecto de agroecologia/permacultura como o nosso, e com funções específicas, junto de locais onde serão desbastados de seis em seis meses para integrar o solo, são um excelente recurso no aumento da produtividade do mesmo. Eucaliptos e Bananeiras para matéria rápida juntamente com leguminosas que fixam nitrogénio, são capazes de fazer maravilhas! Só nos faltam as árvores leguminosas! 😉

Cobertura de solo e composto

Aproveitámos o tempo farrusco de hoje, para passar o dia na rua a tratar de alimentar as nossas espécies com composto e cobrir o solo ao seu redor com matéria cortada para manter a humidade e alimentar as plantas a médio prazo. Continuamos com a saga que recolocar algumas espécies que não ficaram plantadas num local propício durante o workshop de dia 30, mas a cada dia que passa tudo se está a compor. Aproveitámos para fazer novas mudas e preparar mais espécies para incorporarem o nosso sistema.

Ainda finalizámos um dos pontos de água reutilizando peças que tinhamos recolhido anteriormente, permitindo chegar com a mangueira a todo o lado, facilitando a rega e futuramente a alimentação do lago.

Depois do trabalho feito, foi altura de regar, tomar um banho de água quente a lenha e preparar as actividades dos próximos tempos! 😉

 

Mudas de Plantas.

Ainda durante a manhã de hoje e depois de tratarmos do espaço das nossas Pretas, procedemos a algumas mudas de plantas para os canteiros que temos vindo a reparar ao longo do tempo.

Fizemos mudas de plantas que germinámos ou propagámos. Neste caso, Alho, Erva Príncipe e Couve Galega.

Ainda estamos a dar passos pequenos quanto ao plantio de espécies e consociações de plantas, e sabemos que temos muito que aprender, mas por enquanto estamos a passar por uma fase de observação e experiências de acordo com a resposta da própria natureza em relação ás culturas que estão adaptadas ao clima e solo do nosso espaço.

Colocámos os alhos num canteiro com alguns bolbos de Erva Príncipe pelo meio e as Couves Galegas foram para outro canteiro, pois sabemos que não se devem juntar alhos ou cebolas com couves pois formam uma consociação desfavorável.

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