Dia de Reconexão! – 21 de Dez.

Ontem, depois de alguns percalços, concluímos que o dia afinal não era de feira, mas sim de agradecer e relembrar o que nos trouxe até aqui.

Foi dia de celebrarmos o solstício de Inverno… no meio da floresta.

Para os Celtas a Festa de Yule , celebrada (de 20 a 23 de dezembro) no solsticio de inverno, na noite mais longa do ano serve para convocar o fim da obscuridade e o retorno da luz e da esperança. A partir de Yule, os dias crescem e dão lugar ao novo ciclo. Nesta festividade acendiam-se grandes fogueiras e velas para dar força ao sol e ajuda-lo a sair rompendo a longa obscuridade.

Hoje estas são as frases que ecoam em nós:

“Este dia é chamado Alban Arthuan (A Luz de Arthur), na tradição druida. É o tempo da morte e do renascimento…

Na escuridão, atiramos ao chão os trapos que carregamos, que significam aquelas coisas que nos impediam de avançar…

Neste dia, olhemos com coragem a sombra que ainda existe em nós, trazendo para a luz de um novo dia, de novos recomeços. Porque nada é linear, começando com o nada e terminando no vazio. Os Celtas ensinaram-nos a ver a vida em ciclos perfeitos, que nunca terminam…

O tempo agora é de hibernar, digerir experiências, deixar que ideias e situações fiquem aconchegadas no calor de um fogo interior para despertarem no momento certo…

As longas horas de escuridão fazem-nos querer ver de novo o dia, mas ao mesmo tempo, nos ensinam a apreciar o silêncio da noite…

Através dos momentos da Luz de Arthur, aprenderemos a arte da paciência e a alegria de descobrir novas forças interiores, enquanto esperamos que um novo crescimento se manifeste.”