Colónias mais fortes e resilientes

As nossas meninas abelhas no final de Janeiro seguiram o seu percurso ao fim de uma estadia de 7 meses, mas deixaram-nos uma surpresa na colmeia. Abrimos tudo, raspámos o máximo de lixo e alguns pontos de bolor.
Aceitamos a dádiva que nos deixaram e recolhemos algum mel, mas alguns quadros, tinham o que nos parece criação e ao mesmo tempo mais mel, junto à madeira do topo.
Deixámos três quadros vazios junto á entrada para estarem afastados da parede para evitarem o contacto com possível bolor devido à condensação, colocámos quatro quadros completos com a suposta criação e reserva de mel e mais quatro quadros vazios até ao separador.
As formigas estavam a começar a atacar, então colocámos um sistema simples com água nos pés da colmeia, para lhes cortar o caminho.
É assim, enquanto aqui estiveram foram felizes, outras hão de voltar e ficámos com cera linda, e algum mel para os próximos tempos. 1,300 Kg para ser mais preciso, depois do processo completo.
É sempre devastador porque afeiçoamo-nos à tarefa de sermos cuidadores e facilitadores destes seres maravilhosos, mas por outro lado sabíamos desde o início que na nossa abordagem natural, tudo seria efémero e que teriam a algum ponto de seguir o seu caminho para se manterem fortes e resilientes. Contra natura seria querer aguentá-las aqui reféns da nossa vontade extractivista.
O amor é assim, chega, nós cuidamos e quando parte ficam as boas memórias. Deixámos já tudo preparado para uma próxima colónia que queira ser nossa inquilina em breve.

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